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Valdelice Bonifácio | Segunda, 20 de Março de 2017 - 16h10Falta de acordo barra nomeação de professor ao CCZAndré Luis Soares da Fonseca não vai mais coordenar órgão na Capital

Professor André Luis Soares da Fonseca, da UFMS
Professor André Luis Soares da Fonseca, da UFMS (Foto: Victor Chileno / Arquivo DD)

O professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), André Luis Soares da Fonseca, não vai mais coordenar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande. Em uma rede social da internet, ele disse que não houve acordo entre a prefeitura de Campo Grande e a UFMS para a cedência dele. 

“Lamento muito que não tenhamos mais oportunidade de trabalharmos como desejávamos mas continuamos acreditando sempre na saberia de Deus e que coisas boas sempre estarão por acontecer. Vamos tocar o barco para frente e continuar fazendo o que sempre fizemos, acreditando que tudo tem a sua melhor hora. Obrigado mesmo pelo apoio de todos”, postou.

Embora o professor não tenha detalhado os motivos do impasse que impediram sua nomeação, há informações de que o desentendimento estaria ligado à remuneração do professor. Isso porque a prefeitura não deu resposta definitiva sobre quem pagaria o salário do profissional.

A UFMS informou que recentemente encaminhou um ofício à prefeitura questionando sobre quem pagaria o salário do professor cedido. No entendimento da universidade, o ônus deveria ficar para o destino, ou seja, a prefeitura. Contudo, não houve resposta ao questionamento da UFMS que ainda aguarda a manifestação da prefeitura.

Em nota encaminhada ao Diário Digital, a prefeitura informou que o nome do coordenador do órgão está sendo definido e em breve será divulgado. "É importante lembrar que, independente da nomeação imediata ou não desta pessoa, o Centro de Controle de Zoonozes, está em pleno funcionamento com todas as suas atividades", disse a prefeitura, que, contudo, nada respondeu sobre a falta de acordo para a cedência de André Luis.

Polêmicas - O professor é nome conhecido no meio veterinário, especialmente por sua luta em defesa do tratamento de cães com leishmaniose. Além de médico veterinário, doutor em doenças tropicais e professor de Imunologia da UFMS, André Luiz é também advogado.

No ano passado, ele abriu grande polêmica quando, em entrevista ao Diário Digital, defendeu que a melhor estratégia para o combate ao Aedes Aegypti -- transmissor da dengue, febre chikungunya e Zika vírus – é ajudar a fêmea do mosquito a postar os ovos.

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