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29 de maio de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Aposentadorias

Nova reforma acaba com seguridade do trabalhador, diz ex-ministro

Para Carlos Eduardo Gabas, o que está em jogo não é apenas a previdência social

13 Mai2019Byanca Santos - Especial para o Diário Digital17h53
(Foto: Marco Miatelo)
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A reforma da Previdência, um assunto que ainda está em estudo no Congresso Nacional foi debatido em audiência na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira, 13 de Maio. O ex-ministro da Previdência Social Carlos Eduardo Gabas participou. Ele é contrário à reforma proposta, pois acredita que, se for implementada, ela destruirá a seguridade social. 

Proposto pelo deputado Pedro Kemp (PT), o evento contou com representantes de 45 entidades sindicais e movimentos sociais e teve como objetivo apresentar os impactos constitucionais, econômicos e sociais que a reforma pode causar.

O ex-ministro já percorreu 17 estados brasileiros. Segundo ele, esses debates são importantes para proporcionar esclarecimento à população e unir forças contra a proposta. “Eu estudei, fiz pós-graduação, tenho 33 anos de previdência. O que eu quero é dividir a percepção com a população, temos apenas uma saída, debater com a população”, disse Gabas.

Gabas é contra a mudança proposta para previdência, pois acredita que essa nova reforma pode acabar com a seguridade do trabalhador. Segundo o Escritório Internacional do Trabalho (OIT), trinta países privatizaram total ou parcialmente seus sistemas de previdência social e dezoito países fizeram a re-reforma dessa privatização.

“A proposta vai fazer o trabalhador ir além dos 70 anos. Não está apenas em jogo a nossa aposentadoria, o que o governo propõe na PEC 06/2019 é um desmonte do sistema de proteção social brasileiro”, opiniu o ex-ministro.

Ainda conforme o estudo do OIT, mostrado pelo ex-ministro na audiência, países que fizeram a reforma passaram dificuldades, pois as falhas do sistema de previdência privada tornaram-se evidentes e tiveram que ser corrigidas.

Em uma audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados onde discutiam  a proposta da emenda à Constituição, Paulo Guedes afirmou que a reforma irá combater a desigualdade e a redução de privilégios. Gabas acredita que não é privilégio um trabalhador rural aposentar com 60 anos. “Alguém acha que é muita folga um homem do campo aposentar com 60 anos, então tenta sorte, troca de lugar. É possível economizar dinheiro sem tirar os direitos das pessoas”, disse o ex-ministro.

A bancada federal do Estado composta por Fábio Trad (PSD), Beto Pereira (PSDB) e Rose Modesto (PSDB) apoiam à reforma da previdência, mas os deputados Dagoberto Nogueira (PDT) e Vander Loubet (PT) que também representa o Estado são contra o projeto.

Dagoberto e Vander Loubet estiveram presentes à audiência na Assembleia, demonstrando apoio contra o projeto. Dagoberto diz que o país é protecionista e que a última reforma acabou com os direitos dos trabalhadores. “Veio à reforma, acabou com o direito dos trabalhadores, nosso PIB caiu, a indústria e o comércio padeceram, não melhorou absolutamente em nada, a não ser em piorar o país”, disse deputado.

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