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18 de junho de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Violência

Deputados estaduais defendem pena de morte para crimes hediondos

Caso de violência contra criança de 2 anos na Capital motivou discurso

23 Set2014Talitha Moya13h37

A deputada Mara Caseiro (PTdoB) subiu na tribuna da sessão plenária desta terça-feira (23/9) e defendeu a pena de morte para crimes hediondos. A parlamentar comentou que o sentimento de impunidade tem motivado a onda de violência extrema.

O discurso foi apoiado por alguns parlamentares que também manifestaram opinião favorável à pena mais severa para crimes graves como estupro. De acordo com o deputado Cabo Almi (PT), é necessária uma reforma do Código Penal urgente. "Não podemos mais aceitar que esses crimes continuem impunes. Após cometer o crime, o bandido é solto em três anos e a mãe ainda é obrigada a se deparar na rua, no ônibus com o estuprador da filha. É um absurdo", afirmou.

Para Mara Caseiro, há uma apologia à impunidade no Brasil, o que contribui para o alto índice de crimes com requintes de crueldade. A deputada citou os dados do Disque-100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que mostram Mato Grosso do Sul em terceiro na lista de estados com maior número de casos de abuso a crianças e adolescentes.

Só nos seis primeiros meses de 2014, foram 234 casos de abuso sexual e 449 de violência física em Mato Grosso do Sul. Segundo especialistas da área, os padrastos são os grandes vilões. Um caso chocante ocorreu no último dia 18 em Campo Grande quando uma menina de dois anos foi espancada até a morte pelo padrasto Fernando Floriano Duarte, 33. A polícia investiga ainda se a vítima sofreu abuso antes de morrer. “Isso causa indignação, tristeza na alma”, afirmou Mara Caseiro.

A parlamentar lembrou de outro caso ocorrido em Goiás em que o filho estuprou a própria mãe, a matou e enterrou o corpo no quintal de casa. "O homem está se transformando em um animal selvagem, sem limites", disse a parlamentar que questionou a legislação do País e ressaltou a pena de morte como a saída para reduzir a violência. “Será que nossas leis não estão brandas? Sou a favor da pena de morte. Não somos obrigados a ficar sustentando bandido safado. Temos que mudar nossas leis, pois já chegamos no limite. Não há mais jeito, é inadmissível que continuemos a aceitar isso”, declarou.

O deputado Laerte Tetila (PT) comentou o assunto e fez uma ressalva quanto à questão de punir com a morte os criminosos. Segundo ele, há casos em que acusados de cometerem crimes hediondos são, muitas vezes, vítimas de traumas do passado. "Há aqueles que foram molestados na infância e que acabam sendo produto desse meio violento", argumentou.

Na opinião da deputada, pessoas que cometem crimes violentos e são reincidentes não têm recuperação. “Não aceito a tese de que essas pessoas não tiveram oportunidade na vida, elas não têm é decência, vergonha na cara”, protestou a parlamentar, que acredita na necessidade de o País rever suas leis para acabar com a sensação de impunidade.

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