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20 de fevereiro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Poder Legislativo

Deputado alerta para aumento da pobreza e defende políticas públicas

Aprofundamento da recessão econômica tem consequências gravíssimas os mais vulneráveis, diz deputado

6 Dez2018Da redação13h51

Membro da Comissão de Trabalho, Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, o deputado Pedro Kemp (PT) foi à tribuna da Casa de Leis, durante a sessão plenária desta quinta-feira (6), para fazer um alerta. Com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em mãos, o parlamentar apresentou dados que demonstram o aumento da pobreza e miséria em todo o Brasil, registrado entre 2016 e 2017.

“Na prática, o que notamos é um aprofundamento da recessão econômica, com consequências gravíssimas para a população mais vulnerável”, disse, lembrando que é considerado pobre, conforme os indicadores do Banco Mundial/ONU, pessoas que sobrevivem com o equivalente a R$ 406,00 por mês. Em todo o país, 54 milhões de pessoas estavam nessa condição no ano passado, quando os dados foram apurados, o que corresponde a 26,5% da população nacional.

Entre 2014 e 2017, mais duas milhões de pessoas ingressaram na chamada “linha da pobreza”. Kemp informou que o desemprego e a desocupação – que reúne trabalhadores informais – também foram agravados no período. “O índice de desocupados praticamente dobrou, saltando de 6,9%, em 2014, para 12,5%, em 2017. Ou seja, de cada cinco pessoas, duas eram trabalhadoras informais no ano passado”, disse.

O levantamento do IBGE também revelou que 56,9% dos lares chefiados por mulheres estão abaixo da linha da pobreza, índice que sobe para 64,4% em se tratando de mulheres negras. Já em situação de extrema pobreza – com renda mensal de R$ 140,00 –, sobrevivem 15 milhões de pessoas, de acordo com Kemp. “Vocês podem imaginar o que é viver com até R$ 140,00 por mês? A esmagadora maioria da população brasileira é pobre e precisamos pensar em políticas públicas realmente eficientes no combate à fome, miséria e pobreza”, enfatizou.

Na avaliação do deputado, os reflexos da crise econômica foram agravados com o afastamento da ex-presidente República, Dilma Rousseff, em 2016, e a Reforma Trabalhista, que, segundo Kemp, “precarizou as relações de trabalho”. “Agora, temos um governo de transição e considero muito preocupante porque não há qualquer sinalização de que serão adotadas medidas para a distribuição de renda e auxílio dos mais vulneráveis”, concluiu.

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