Campo Grande •27 de Maio de 2017  • Ano 6
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Da redação, com Portal R7 | Sexta, 12 de Maio de 2017 - 16h10Delcídio e marqueteiro acertaram caixa 2 em sauna e seminusRelato consta de delação premiada de casal de marqueteiros à Justiça

(Foto: Montagem/Diário Digital)

Um pagamento de caixa dois negociado em uma sauna com os interlocutores seminus. A inusitada situação envolve uma ex-liderança política de Mato Grosso do Sul, segundo relatos do marqueteiro João Santana e sua mulher, a empresária Mônica Moura, em delação premiada à Justiça Federal. A conversa na sauna ocorreu entre o próprio João Santana e o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido).

O ex-parlamentar, na época filiado ao PT, exigiu que parte dos pagamentos pela sua campanha ao Senado, em 2002, fosse feita via caixa 2, por meio de depósito no exterior.  A negociação com o marqueteiro foi feita numa reunião dentro da sauna da casa do ex-congressista, em Campo Grande. Na época, ele era secretário de Estado em Mato Grosso.

“João Santana foi convidado, de forma inusitada, a conversar dentro da sauna, pois claramente Delcídio visava a preservar informações quanto a valores e forma de pagamento”, diz o relato.

O suposto caixa 2 não consta do acordo de delação firmado por Delcídio com a Lava Jato. O advogado do ex-senador, Antônio Figueiredo Basto, disse que seu cliente não reconhece os fatos relatados pelo casal como verdadeiros. Por esse motivo, segundo ele, o episódio não foi tratado na colaboração.

Delcídio foi preso no fim de 2015, após ter sido gravado numa conversa com Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, e outras pessoas em suposta tentativa de atrapalhar investigações da Lava Jato. Ele foi solto depois de confessar ilícitos aos investigadores.

Santana e Mônica contaram que o marketing da campanha de Delcídio foi orçado em R$ 4 milhões. Metade teria sido paga “por dentro” e a outra metade, por meio de depósito feito por uma offshore na conta Shellbill, de Santana, na Suíça.

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