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Odebrecht

Delações: Delcídio teria levado R$ 9 milhões não contabilizados

Dinheiro abasteceu campanhas do ex-senador nos anos de 2006, 2010 e 2014

18 Abr2017Valdelice Bonifácio17h48

Delações de ex-diretores da empreiteira Odebrecht apontam que ex-senador Delcídio do Amaral (PT) teria recebido R$ 9 milhões em recursos não contabilizados. O dinheiro foi usado  para financiar suas campanhas eleitorais em 2006, 2010 e 2014. O trecho do documento no qual o ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) narra passagens dos depoimentos dos delatores Benedicto Júnior e Rogério Araújo sobre o ex-senador petista foram divulgados pela Revista Veja.

“Os colaboradores relatam o possível repasse de recursos não contabilizados a campanhas de Delcídio do Amaral ao Senado Federal e ao governo de Mato Grosso do Sul nos anos de 2006, 2010 e 2014. Ainda de acordo com o requerente, o colaborador Rogério Santos de Araújo narra o pagamento de 4 milhões de reais em favor da campanha eleitoral do referido ex-parlamentar no ano de 2006, noticiando que, no ano de 2010, o Grupo Odebrecht recebeu de Nestor Cerveró, então diretor da área internacional da Petrobras, solicitação de pagamentos em benefício da campanha do mesmo político. Já o colaborador Benedicto Barbosa da Silva Júnior relata o repasse de 5 milhões de reais quando da eleição ao governo estadual em 2014”.

As delações premiadas atingiram outras lideranças políticas do Estado que também teriam recebido recursos não contabilizados, tais como o ex-governador André Puccinelli, o ex-secretário de Obras Edson Giroto, o ex-governador e atual deputado federal Zeca do PT e o sobrinho dele Vander Loubet, também deputado federal pelo PT.

Zeca e Vander, inclusive, estão na lista de políticos que deverão ser investigados a pedido do relator da Lava Jato. Os dois negam as ilegalidades. André Puccinelli também assegura que nunca recebeu recursos da Odebrecht. Edson Giroto ainda não se manifestou.

(Com informações da Revista Veja)

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