Campo Grande •26 de Junho de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Laureano Secundo | Domingo, 4 de Junho de 2017 - 10h33Ayache, Odilon e Chavez já articulam por candidatura em 2018Enquanto principais lideranças tentam escapar dos processos na Justiça, três principais citados para entrar na disputa já articulam projetos eleitorais

(Foto: Luciano Muta)

As recentes denúncias de corrupção envolvendo os três últimos governadores de Mato Grosso do Sul derrubaram, ao menos em tese, o trio de ferro que poderia rivalizar as eleições para o comando do Executivo estadual no ano que vem. Com isso, nomes “novos” começam a despontar no cenário político de Mato Grosso do Sul, como alternativas aos eleitores. Entre eles estão o médico e presidente da Cassems, Ricardo Ayache (PSB), o senador Pedro Chaves (PSC) e o juiz federal, Odilon de Oliveira, que tem sido sondado por vários partidos.

Enquanto as principais liderança lutam para escapar dos processos na Justiça os três principais citados para entrar na disputa já articulam para montar projetos eleitorais. Ayache assume o comando do PSB, Pedro Chavez já anunciou a intenção de trocar a reeleição para o Senado por uma candidatura ao Governo e Odilon de Oliveira já teve reuniões com o presidenciável Ciro Gomes o que o levaria a assinar ficha de filiação no PDT.

Outro ex-governador, o hoje deputado federal Zeca do PT que já tinha desistido de concorrer ao Governo, é outro que também está as voltas com denuncias e fica constantemente na mira do Ministério Público federal e da Polícia Federal. Após terem sido citados nas delações de diretores do grupo JBS, André Puccinelli (PMDB), Zeca do PT e Reinaldo Azambuja (PSDB) viram reduzidas as possibilidades de confirmação de uma pré-candidatura em 2018.

O ex-governador André Puccinelli, chegou a ser levado pela Polícia Federal para prestar depoimento, usar tornozeleira eletrônica e depender de uma “ação entre amigos” para pagar nada menos que R$ 1 milhão de fiança. Já o tucano ainda terá que responder, até o momento, a nada menos que quatro processos de impeachment e, mais recentemente, denúncias de que membros do primeiro escalão de seu governo cobravam propina para que grandes indústrias pudessem desenvolver as suas atividades no Estado.

 

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