Menu
19 de outubro de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Mega Banner CCR-MS Via
Eleições 2018: Voto na Record

Alto Comissariado da ONU condena violência durante eleições no Brasil

Ravina Shamdasani faz um apelo aos líderes políticos, ela pede que se mobilizem para refrear as ocorrências

13 Out2018Agência Brasil18h15

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenou as agressões praticadas no Brasil durante as eleições deste ano. Em nota, a porta-voz do escritório, Ravina Shamdasani, fez, ainda, um apelo aos líderes políticos, pedindo que se mobilizem para refrear as ocorrências.

"Nós condenamos quaisquer atos de violência e pedimos uma investigação imediata, imparcial e efetiva desses acontecimentos. O discurso violento e inflamado presente nessas eleições, sobretudo contra LGBTI, mulheres, afrodescendentes e aqueles com diferentes visões políticas, é profundamente preocupante, particularmente em razão dos relatos de violência cometida contra esses indivíduos", diz a representante no informe.

Iniciativas

Diversas iniciativas criadas espontaneamente por membros da sociedade civil têm mapeado incidentes observados em todo o país. Um mapa gerado no Google Maps, intitulado Violência política no Brasil, mostra pelo menos 53 casos de agressões reportadas pela mídia.

O Mapa da Violência também tem reunido denúncias, que são reportadas de forma voluntária, além daquelas já abordadas pela imprensa. Embora parte significativa das vítimas pertença a minorias sociais, no site há narrações que fogem a esse perfil, como a história contada por um homem de 38 anos, que se autodeclara branco e heterossexual. Ele alega ter sofrido uma possível intimidação, devido à sua posição política.

"Um caminhão me fechou na estrada, colou na traseira do meu carro buzinando e me prensou contra um outro caminhão. Eu estava usando um adesivo perfurado de um candidato do PT a Deputado. Ele não colocou apenas a minha vida em risco, mas também a do outro caminhoneiro", afirma. Segundo a vítima, o caso ocorreu no Paraná.

Outro depoimento postado diz respeito a um homem do Rio de Janeiro, também branco e heterossexual, de 35 anos, que teria sido hostilizado por causa dos dizeres estampados em sua roupa. "Algumas pessoas vestidas de vermelho rasgaram minha camisa amarela que estava escrito ‘Deus acima de tudo’", conta.

DPU

A Defensoria Pública da União (DPU),  em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Maranhão (OAB-MA) e a Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA), está acolhendo denúncias de violência nas eleições através do Observatório da Intolerância Política, lançado na última quinta-feira (11). As queixas serão recebidas até o dia 31 de outubro, por um formulário criado pelo órgão, ou pessoalmente, na sede da DPU no Maranhão, na sede da OAB-MA ou na DPE-MA.

Veja Também

Nova pesquisa consolida liderança de Reinaldo
MPE vai apurar suspeita de doações ilegais à campanha de Bolsonaro
Eleitores de Bolsonaro realizarão ato público no domingo
Moro nega influência nas eleições ao divulgar delação de Palocci
Senac da Capital oferece cursos na área de informática
Próximo governo terá receita de R$ 15 bi em 2019
Aluno escondia arma dentro da lancheira, diz escola
Temer afirma que seu governo tirou o Brasil da crise
Haddad diz que substituirá toda a equipe econômica caso vença
Bolsonaro diz ter firmado compromisso em defesa da família