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18 de julho de 2018 • Ano 7
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Caso Kauan

Vizinhos não desconfiavam do suposto autor de pedofilia

Residência fica localizada em frente de campo de futebol e ao lado de 'calçadão'

24 Jul2017Elaine Silva - Especial para Diário Digital09h22
(FOTO: Luciano Muta)
  • Possível autor morava a dois anos no local
  • (FOTO: Luciano Muta)
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"A gente sentia que alguma coisa estava errada, eu vivia gritando para que meus netos entrassem para dentro de casa, mas tirando isso ele parecia ser uma boa pessoa", segundo uma vizinha, de 66 anos, que pediu para não ser idetificada. Ela mora próximo a residência do acusado de estuprar até a morte o menino Kauan Andrade, de 9 anos. Ontem (23) a casa localizada na rua da Praia, no bairro Cophavilla II, em Campo Grande, foi incendiada e as causas ainda não foram informadas.

Outra moradora das proximidades de 64 anos, que mora na região há cerca de 40 anos, relatou que não conhecia o autor mais, ele sempre estava bem vestido e ela não chegou a ver movimentação de crianças e adolescentes na casa, via somente ele. "Não conversava muito com ele, apenas algumas vezes e poucos palavras, mas era muito prestativo algumas vezes chegou a me ajudar", conta a moradora.

Já a senhora de 66 anos, afirma que sempre via com frequência adolescentes entrando e saindo da casa do suspeito, que morava no local há cerca de dois anos. Ao lado da casa fica um espaço que os vizinhos chamam de calçadão, utilizado para as crianças brincarem e em frente um campo de futebol.

A residência incendiada ontem (23), aparentemente teve apenas o lado de dentro queimado, o fogo teria se iniciado no período da noite, porém os vizinhos viram somente quando o Corpo de Bombeiros chegou. “A vizinha que mora atrás da casa dele que chamou os bombeiros. Quando eu cheguei da igreja vi o fogo, mas achei que era mato queimando até tinha comentado com minha neta, mas depois chegou o bombeiro”, afirma vizinha.

Caso -  A casa incendiada é do possível assassino de Kauan, de 9 anos, que desapareceu na noite do dia 25 de junho.  O delegado da Delegacia Especializada de Proteção á Criança e ao Adolescente (Depca) Paulo Sergio Lauretto, apreendeu um adolescente de 14 e o dono da casa de 38 anos na sexta-feira (21). No local tinha marcas de sangue, sendo que o adolescente teria confessado que levou o menino para o possível autor que o estupro até a morte e que jogaram o corpo no rio Anhanduí, onde as buscas continuam nessa manhã (24). 

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