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16 de outubro de 2018 • Ano 7
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Operação Oiketicus

Vinte PMs presos por facilitar contrabando de cigarros

Entre os presos estão praças e oficiais que integravam organização criminosa em 16 municípios

16 Mai2018Valdelice Bonifácio e Luany Mônaco, especial para o Diário Digital18h05
(Foto: Marco Miatelo)
  • Policial Militar preso na operação esconde o rosto ao deixar sede do Gaeco em Campo Grande
  • (Foto: Marco Miatelo)
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Vinte Policiais Militares (PMs), entre praças e oficiais, estão presos em decorrência da operação batizada por Oiketicus deflagrada nesta quarta-feira, 16 de maio, pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), braço investigativo do Ministério Público Estadual (MPE). Eles são apontados como integrantes de organização criminosa que estaria facilitando o contrabando de cigarros em troca de propinas, em 16 cidades de Mato Grosso do Sul.

Conforme o MPE, ainda resta um mandato de prisão preventiva a ser cumprido. Além das prisões, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da Auditoria Militar.

O movimento foi intenso durante todo o dia de hoje na Corregedoria da Polícia Militar. No local, os PM´s presos, alguns acompanhados de advogados, prestam depoimentos. Ninguém falou com a imprensa. Os suspeitos escondiam o rosto o chegarem o local.

Vários objetos apreendidos foram levados para o prédio, entre os quais armas, munições, coletes à prova de bala, bloqueador de sinal de rastreador de veículos, pneus e outros. Cerca 125 policiais militares e 9 Promotores de Justiça participam da operação.

Os mandados tiveram como alvo as residências e locais de trabalhos de todos os investigados, distribuídos nos municípios de Campo Grande, Dourados, Jardim, Bela Vista, Bonito, Naviraí, Maracaju, Três Lagoas, Brasilândia, Mundo Novo, Nova Andradina, Boqueirão, Japorã, Guia Lopes, Ponta Porã e Corumbá.

Após os depoimentos, os PM´s foram encaminhados para o Presídio Militar.

Operação Oiketicus - Operação batizada por Oiketicus faz alusão às lagartas desta espécie que constroem uma estrutura com seda e fragmentos vegetais, com o formato semelhante a um “cigarro” alongado, e serve para a sua proteção. O “cigarro” vai sendo ampliado com o crescimento do inseto.

Segundo informações extraoficiais, a operação passou a ser planejada após o policial militar Alisson de Almeida ser preso depois de agredir um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em um posto de gasolina, localizado na rodovia MS-164 em Maracajú, na data de 20 de março.

Na ocasião, o policial agredido e um colega estavam no local, à paisana, apurando suspeita de tráfico de cigarros na região. Alisson chegou em um veículo Fiat Pálio acompanhado de outras quatro pessoas. Ele se apresentou como Policial Federal e exigiu documentos dos policiais rodoviários.

Alisson agrediu os agentes da PRF. Ele foi preso no local junto com um irmão. A suspeita era de que Alisson estivesse fazendo escolta de carga contrabandeada de cigarros do Paraguai. O PM já havia sido preso anteriormente acusado de contrabando de cigarros, mas acabou absolvido.

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