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19 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Greve

Tensão segue no Espírito Santo e greve da PM pode chegar ao Rio de Janeiro

703 policiais militares já foram indiciados por crime de revolta

12 Fev2017Portal R710h29

O reforço da Força Nacional de Segurança e de tropas militares não teve o efeito esperado nas ruas do Espírito Santo.

Segundo informações do jornal "O Estado de São Paulo", moradores revoltados com a paralisação e parentes de PMs entraram em confronto em frente ao Quartel Central no sábado, dia 11 de fevereiro.

Soldados do Exército tiveram que usar sprays de pimenta para controlar a situação, enquanto ao menos 30 PMs fardados assistiam a tudo sem interferir.

Apesar disso, as coisas estão voltando à normalidade aos poucos, já que cerca de 600 agentes atenderam a convocação do comandante-geral da corporação, coronel Nylton Rodrigues, e voltaram ao trabalho na capital, Vitória e nos municípios de Vila Velha, Cariacica, Serra e Cachoeiro do Itapemirim. A Secretaria de Estado da Segurança Pública informa, ainda, que helicópteros foram disponibilizados para retirar policiais militares de dentro do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar na Grande Vitória (ES).

O problema na segurança pública do Espírito Santo começou quando, frustrados com a crise financeira do Estado que interferiu no pagamento de salários e do décimo terceiro policiais e suas famílias passaram a mobilizar-se para entrar em greve na sexta-feira, 3. Sem reajuste há quatro anos, PMs reivindicam aumento salarial e melhores condições de trabalho.

A falta de policiamento nas ruas, fez com que uma onda de violência tomasse conta do Espírito Santo. Até o momento foram registrados 137 homicídios e diversos saques, que levaram comerciantes a fecharem as portas e a população a ficar em casa.

No Rio de Janeiro, famílias de policiais planejam iniciar movimento semelhante nesta semana. Após tentativa de negociação sem sucesso, organizadores do ato afirmam que pretendem acampar na frente dos quartéis e que policiais não aceitarão que o Batalhão de Choque agrida os manifestantes. Caso isso ocorra, será a primeira paralisação da história da polícia fluminense.

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