Campo Grande •21 de Outubro de 2017  • Ano 6
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Valdelice Bonifácio e Mariel Coelho, especial para o Diário Digital | Terça, 18 de Abril de 2017 - 16h00Servidor que exibiu explosivos só queria chamar atençãoFuncionário público é usuário de drogas e alega sofrer de bipolaridade

  
Eder Tiago ficou indignado por não conseguir abonar dias que faltou para ir a retiro espiritual (Foto: Marco Miatelo)
  • Eder Tiago ficou indignado por não conseguir abonar dias que faltou para ir a retiro espiritual
  • Geraldo Marim Barbosa, da 3ª Delegacia de Polícia Civil (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

O agente patrimonial Eder Tiago Braz, 37 anos, foi preso na residência dele no Jardim Noroeste, em Campo Grande, nesta terça-feira, dia 18 de abril. Ele estava sendo procurado desde o período da manhã, quando exibiu supostos explosivos presos ao corpo para tentar falar com o secretário de administração do Estado, Carlos Alberto Assis, na sede da Secretaria de Estado de Administração (SAD), no Parque dos Poderes.

Na casa de Eder Tiago, a polícia encontrou porções de maconha e cocaína. Contudo, não havia armas e nem explosivos, o que leva a crer que o servidor não portava uma bomba de verdade na secretaria. “Encontramos apenas fios e um simulacro de arma de fogo”, relatou o delegado Geraldo Marim Barbosa, da 3ª Delegacia de Polícia Civil.

Em depoimento, o servidor disse que não possui armas e nem explosivos e que não pretendia machucar ninguém, mas apenas chamar atenção para um fato em relação ao qual considera que foi injustiçado. “No período do Carnaval, ele faltou dois dias de trabalho e tentou repor as faltas para impedir o desconto no salário, mas o pedido foi indeferido administrativamente”, relata o delegado.

Eder afirmou que se sentiu discriminado em sua religiosidade, pois faltou trabalho para ir a um retiro espiritual, que seria da Quimbanda. Ele argumenta que servidores de outras religiões também faltaram e conseguiram abonar as ausências.

O autor disse ainda que usou drogas e bebeu a noite toda, por isso teria cometido o ato impensado na SAD. Ele alega também que sofre de transtorno bipolar. Eder Tiago já tem passagens pela polícia por ameaça e uso de drogas.

Conforme o delegado, como o autor praticou crimes considerados de menor potencial ofensivo, ele será ouvido e depois liberado, mediante termo de compromisso de comparecer ao juizado especial.

O servidor que é concursado deverá ainda ser alvo de processo administrativo da SAD.

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