Campo Grande •28 de Maio de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Valdelice Bonifácio e Mariel Coelho, especial para o Diário Digital | Quinta, 11 de Maio de 2017 - 14h44Se não pagar fiança, ex-governador pode ser presoAdvogado argumenta que bens de André Puccinelli estão bloqueados pela Justiça

  
Puccinelli, ao deixar o Patronato Penitenciário, onde colocou tornozeleira nesta quinta-feira (Foto: Luciano Muta)
  • Puccinelli, ao deixar o Patronato Penitenciário, onde colocou tornozeleira nesta quinta-feira
  • (Foto: Luciano Muta)
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O ex-governador André Puccinelli (PMDB) tem 48 horas para pagar a fiança de R$ 1 milhão arbitrada pela juíza da 3ª Vara Criminal, Monique Leite, no âmbito da Operação Máquinas de Lama, quarta fase da Lama Asfáltica, da Polícia Federal. Em caso de não pagamento, ele poderá ser alvo de novas medidas restritivas, como prisão temporária ou preventiva.

O advogado de Puccinelli, Renê Siufi, informou que o ex-governador não tem como pagar a fiança, pois todos os seus bens já estão bloqueados pela Justiça. A operação Lama Asfáltica aponta que Puccinelli foi beneficiário do esquema de desvio de dinheiro milionário que funcionou no governo dele.

Na manhã desta quinta-feira, 11 de maio, Puccinelli foi levado coercitivamente para prestar depoimento na superintendência da PF, em Campo Grande. Depois, foi conduzido até o Patronato Penitenciário onde recebeu uma tornozeleira com a qual será monitorado 24 horas por dia e seguiu para seu apartamento no Centro da Capital.

Conforme a decisão judicial, além da fiança e uso de tornozeleira, Puccinelli não poderá se ausentar de Campo Grande e precisa se recolher em casa até 21h. Ele só poderá viajar com autorização judicial. Apesar das medidas impostas pela Justiça, Renê Siufi esclareceu que Puccinelli não é considerado preso.

Máquinas de Lama - A investigação tem como objetivo desbaratar Organização Criminosa que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrupção de agentes públicos. Os recursos desviados passaram por processos de ocultação da origem, resultando na configuração do delito de lavagem de dinheiro.

“A nova fase da Operação se baseia em análise dos materiais apreendidos em fases anteriores, cotejados com fiscalizações, exames periciais e diligências investigativas, as quais permitiram aprofundar o conhecimento nas práticas delituosas da organização criminosa”, relatou a PF em nota.

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