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19 de julho de 2019 • Ano 8
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Campo Grande

Réus do caso Nando são julgados

Julgamento é em relação ao caso da vítima Daniel Gomes de Souza Carvalho

17 Mai2019Mara Machado - Especial para o Diário Digital13h00
(Foto: Luciano Muta)
  • Luiz Alves Martins Filho, o Nando, participou do julgamento por videoconferência
  • (Foto: Luciano Muta)

Mais um julgamento relacionado aos réus Claudinei Augusto Ornelas e Luiz Alves Martins Filho, o Nando, está ocorrendo nesta sexta-feira, 17 de Maio, no Tribunal do Júri, no Fórum de Campo Grande. A vítima do caso é Daniel Gomes de Souza Carvalho. Segundo informações, a data da morte de Daniel foi em 20 de dezembro de 2012, na Rua dos Astronautas, do Jardim Veraneio, próximo ao lixão. Os autores engravataram, amarraram e estrangularam a vítima. A razão pelo crime seria por insatisfação de Nando com as condutas ilícitas praticadas por Daniel.

O julgamento está sendo presidido pelo juiz Aluízio dos Santos, tendo na acusação o Promotor de Justiça, Douglas Oldegardo dos Santos, como defesa de Nando o advogado, Rodrigo Antonio Silva e defesa de Claudinei Augusto Ornelas, o advogado Gustavo Henrique Pinheiro Silva. O julgamento está contando com a presença do réu Claudinei Augusto Ornelas pessoalmente e de Luiz Alves Martins Filho, o Nando, por videoconferência, que não queria que as imagens dele fossem transmitidas.  Ao todo, Nando foi julgado por seis homicídios, as penas somam cerca de 87 anos de prisão.

Durante o julgamento Nando afirmou que conheceu Claudinei Augusto Ornelas no bairro, porque fazia fretes para ele, mas que não possuíam nenhuma amizade. Além disso, ele não se inclui na participação no crime e falou que quem matou Daniel Gomes de Souza Carvalho foi um indivíduo identificado como “Vasco”, ele confirmou também que sabia onde estava o corpo, porque  “Vasco” mostrava para ele.

Os casos são referentes a uma operação da Polícia Civil que descobriu o esquema operado por Nando e pelos comparsas. De acordo com informações, os dois réus forneciam drogas para os usuários do bairro e trocavam por favores sexuais. Esses usuários algumas vezes cometiam pequenos delitos, como furtos e acabavam pagando com a vida quando descobertos. O líder do grupo julgava os casos e determinava a morte deles, acreditando que estava livrando o bairro de bandidos. As vítimas eram enterradas em um cemitério clandestino, próximo do Jardim Veraneio.

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