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Nacional

Mãe de Eliza pede, mas STF nega prisão de Bruno

Goleiro deixou a prisão após decisão do ministro Marco Aurélio Mello

13 Mar2017Da redação15h30

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o seguimento da petição da advogada da mãe de Eliza Samudio que pleiteava o retorno do Bruno Fernandes de 32 anos, para a cadeia. O goleiro deixou a cadeia em 24 de fevereiro depois que o ministro acatou um pedido de soltura. A decisão foi publicada nessa sexta-feira no processo.

A advogada Maria Lúcia Borges, enviou uma petição no dia 3 de março, á Suprema Corte, afirmando que a demora na apreciação de recursos dos representantes do acusado, que justificou sua soltura, foi causada “por conta de diligências procrastinatórias” da defesa de Bruno.

Na petição, Maria Borges enfatizou o temor da família de Eliza, com Bruno Fernandes em liberdade. “Vale aqui registrar o temor da família da vítima com o paciente nas ruas, pois, logo após deixar a prisão, concedeu entrevista em rede nacional afirmando que ingressará na Justiça com pedido de guarda e aproximação do filho. Há que se ressaltar que esta mesma criança é quem ele tentou exterminar com sua vida por duas vezes, sendo ele mesmo o paciente que entregou remédios para Eliza tomar, e depois ele mesmo conduziu seu filho ao encontro do matador de aluguel” disse Maria Borges.

Na sexta-feira (10) o ministro Marco Aurélio Mello não aceitou os argumentos. “Nego seguimento aos embargos declaratórios. À Judiciária para que proceda ao desentranhamento da peça”, consta do acompanhamento processual do habeas corpus de Bruno.

Bruno que ficou preso por seis anos, já deve voltar aos campos, ele foi contratado pelo Boa Esporte Clube, de Varginha, no Sul de Minas, que anunciou na sexta-feira (10) a contratação do goleiro. O patrocinador da equipe, o executivo Rafael Góis, do Grupo Góis & Silva, disse que o atleta cometeu “um ato extremamente grave”, mas que ele merece uma segunda chance. Assegurou ainda a continuação da parceria com o time do Sul do estado.

“O passado do Bruno foi conturbado, polêmico, com um ato extremamente grave e que gera revolta em muitas pessoas. Mas cabe salientar que foi a justiça que o libertou, tendo em vista que já cumpriu parte de sua pena, continua sob pena, mas em trabalho de ressocialização. E o trabalho faz parte desta nova fase da sua vida. Nossa empresa acredita na ressocialização, e a favor de dar ao goleiro uma segunda chance”, escreveu Góis. 

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