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19 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Papiros de Lama

Puccinelli e filho passam a noite em presídio

De acordo com informações, eles dividem a cela com outros 20 presos com nível superior

15 Nov2017Dayene Paz10h01

Com as prisões mantidas, o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli e o filho, André Puccinelli Junior, passaram a noite na cela 17 do Centro de Triagem, localizado no Jardim Noroeste, em Campo Grande. De acordo com informações, eles dividem a cela com outros 20 presos com nível superior. Cela que inclusive já abrigou outros presos políticos. Eles estão presos em decorrência da Operação Papiros de Lama, quinta fase da Lama Asfáltica, da Polícia Federal.

Puccinelli e o filho estão presos preventivamente, ou seja, sem data para serem liberados. Já Jodascil Gonçalves Lopes e João Paulo Calves tiveram mantidas as prisões temporárias, válidas por cinco dias. A confirmação das prisões foi feita pelo juiz Ney Gustavo Paes de Andrade, durante audiência de custódia. João Paulo e Jodascil foram encaminhados para o Presídio Militar.

A cela tem 12x4 de comprimento. A capacidade do Centro Triagem é para 86 presos, mas abriga atualmente  240 detentos. Puccinelli Junior abriu mão da prerrogativa especial para advogados para ficar junto ao pai no Centro de Triagem. 

Papiros de Lama - A Operação Papiros de Lama investiga esquema de corrupção na gestão de Puccinelli. Segundo a Polícia Federal, os presos compõem organização criminosa que teria lesado os cofres públicos em no mínimo R$ 235 milhões. A operação se baseou na delegação premiada do empresário e pecuarista Ivanildo Cunha Miranda que revelou detalhes do esquema. 

O delator afirmou ter entregado vários pagamentos a título de subornos ao então governador do Estado. Ele recolhia o dinheiro junto a frigoríficos e levava diretamente a Puccinelli. Os valores seriam referentes a propinas pagas em troca de incentivos fiscais. A delação não implicou outros membros da gestão Puccinelli, mas apenas o próprio governador. 

Segundo a PF, Puccinelli era o “principal beneficiário e garantidor do esquema que tinha operadores, com funções definidas, várias empresas envolvidas no recebimento de vantagens e no pagamento de propinas”. 

Ainda de acordo com a PF, nesta quinta fase, há também o envolvimento da Águas Guariroba e a empresa Proteco, de João Amorim, que foi conduzido coercitivamente para prestar depoimentos na operação desta terça-feira. O advogado de Puccinelli e Júnior, Renê Siufi, informou que tentará um habeas corpus.

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