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18 de julho de 2018 • Ano 7
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Operação Fronteira

Presos usavam crianças e mulheres para o tráfico de drogas

Eles fazem parte de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas

26 Jul2017Da redação12h24

Gabriel Soriano da Silva, 21 anos, José Calongo, 49 e Eurides da Silva Oliveira, foram presos hoje na operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (BOPE). Eles fazem parte de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, comércio de armas, roubos, furtos, receptação e corrupção de menores, com atuação na fronteira do Brasil com o Paraguai e ramificações nos Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso.

A investigação começou em outubro do ano passado e na manhã desta quarta-feira, 26, foi deflagrada a Operação Fronteira, para o cumprimento de 15 mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Criminal de Campo Grande, nas cidades de Campo Grande, Ponta Porã, Cuiabá e Goiânia.

“Cachorrão”, tido como cabeça do bando foi encontrado morto em janeiro deste ano, em uma das celas da Máxima. 

As investigações tiveram início em outubro de 2016 e culminaram com o oferecimento de denúncia criminal contra 21 pessoas integrantes da organização criminosa, além da prisão de outras 14 pessoas, durante o período de investigação, apreensão de sete carros utilizados pela organização para o tráfico de drogas, 871 kg de maconha e 416 gramas de cocaína. 

Dos 21 denunciados, 07 já estão recolhidos no sistema prisional de Mato Grosso do Sul, de onde continuavam a praticar crimes em conjunto com os outros membros da organização criminosa que estavam soltos.

Em linhas gerais, o esquema funcionava da seguinte forma: alguns membros da organização providenciavam o carregamento da droga no Estado de Mato Grosso do Sul, a qual era transportada por meio de veículos roubados ou furtados por outros integrantes da organização com destino a outros Estados da Federação. Nesse esquema, era comum a utilização de pessoas menores de idade e mulheres com o fim de não levantar suspeitas frente aos órgãos de fiscalização.

Participaram das operações de hoje a AGEPEN de Mato Grosso do Sul, a Polícia Militar do Estado de Goiás e o Setor de Inteligência da Secretaria de Justiça de Mato Grosso.

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