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10 de abril de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Bolsonaro e Covid-19

Políticos reagem à fala do presidente

Pronunciamento de Jair Bolsonaro sobre coronavírus surpreendeu classe política e divide opiniões

25 Mar2020Thays Schneider11h44

Após pronunciamento de Jair Bolsonaro (sem partido) em rede nacional se posicionando que o coronavírus é um “resfriadinho”, que pouca gente vai contrair e que a mídia espalhou a sensação de pavor, vários políticos manifestaram suas opiniões nas redes sociais. O presidente inclusive criticou a necessidade de fechamento de escolas por prefeitos e governadores.

Entre os políticos  a fala do presidente da república pegou todos de surpresa. O prefeito de Campo Grande  se posicionou e reforçou a importância de combater o covid-19.  Marquinhos Trad  (PSD)  disse que a ciência já comprovou que a Covid-19 é grave e mata. O prefeito defendeu que " entre possíveis perdas econômicas e a vida de muita gente, Campo Grande abraça as pessoas e a vida. Vamos superar isso juntos, recuperar os prejuízos para vencer novamente com muito trabalho e fé! Vou manter todos os decretos e continuar cuidando das famílias campo-grandenses’, divulgou.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, divulgou nas redes sociais que fala de Bolsonaro foi equivocada e que cabe a brasileiro seguir o Ministério da Saúde. Maia disse ainda que o Congresso Nacional está atento a e votará medidas importantes para conter a pandemia e ajudar os empresários e trabalhadores. "Precisamos de paz", afirma Rodrigo Maia.

O deputado estadual Lucas de Lima do (Solidariedade),  esclareceu que "em certa parte concordo com o presidente. Ele teme que as medidas de saúde pública que fecharam grandes áreas da economia possam causar sua própria catástrofe, já que a perda de empregos leva à pobreza e à desesperança. Repetidas vezes, os pesquisadores viram que as taxas de suicídio aumentam quando a economia cai. Mas a forma de se pronunciar a uma nação em pânico e com medo foi irresponsável. Não se pode tratar esse momento que o mundo está passando apenas como uma gripezinha, um resfriado. Temos que ter equilíbrio". Ainda segundo o parlamentar, "embora a taxa de mortalidade pelo Covid - 19 seja um pouco mais alta que a da gripe, temos que pensar em como gerenciar e agir com o caos que transformará o país com o desemprego, fome etc."

O deputado estadual Coronel David que é do PSL, sigla da qual o presidente foi integrante,  explicou seu posicionamento. “Momento é de esforço concentrado pra vencer o coronavírus, isolando os idosos e os que fazem parte do grupo de risco. Mas precisamos manter a economia aquecida, pois essa guerra contra o vírus precisa de recursos. E o país só terá esses recursos se a economia continuar girando”, afirma o parlamentar.

Fábio Trad deputado federal (PSB), também se posicionou. Em seu perfil do Instagram disse que conhece o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta há mais de 40 anos já que  são primos.  “Permita-me um conselho de quem tem seu sangue na veias: a dignidade  de um homem está acima de seu cargos. Não fuja do seu juramento que fez na sua formatura. Fique com a ciência, se isso lhe custar o ministério, paciência. Sangue não vira água”, ressaltou o parlamentar federal 

Já o deputado estadual, Capitão Contar (PSL), ressaltou que cabe a nós entender que é preciso todos se unirem para agir. "Se o Brasil continuar parado, iremos sucumbir a outros problemas: desemprego, desabastecimento, falência dos meios de produção, violência, fome. Se a economia não fluir, empresas ficarão sem dinheiro e, consequentemente, as pessoas ficarão sem dinheiro. Logo, não poderão comprar comida ou remédios. A arrecadação pública também entrará em colapso e o poder público não conseguirá pagar seus servidores e nem manter suas estruturas básicas como segurança e saúde. A violência e a fome crescerão exponencialmente. Será como em uma guerra: morreremos disputando pela nossa sobrevivência", salientou o parlamentar que é aliado do presidente da república.

Ele defendeu ainda a quarentena  vertical. "Para evitar esse caos, precisamos enfrentar o problema com responsabilidade: resguardando os grupos de risco (idosos e pessoas com comorbidade), é possível realizar a quarentena vertical e salvarmos o país", defendeu.

 

 

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