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21 de setembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Justiça

Polícia vai a 135 endereços em busca de acusado de matar ator

Cupertino segue foragido mais de dois meses após os assassinatos e tem prisão temporária decretada pela Justiça

22 Ago2019Da redação11h20

A Polícia de São Paulo já visitou 135 endereços na busca por Paulo Cupertino Matias, acusado de matar o ator Rafael Miguel, de 22 anos, e os pais dele em junho, em São Paulo. Cupertino segue foragido mais de dois meses após os assassinatos e tem prisão temporária decretada pela Justiça.

Segundo o delegado Cosmo Stikovics Filho, responsável pela 6ª Delegacia Seccional de São Paulo, que investiga o crime, a polícia visitou endereços de familiares e pessoas ligadas a Cupertino. E também checou denúncias sobre o possível paradeiro dele. Apenas em um dia, a polícia chegou a receber quatro denúncias, que não se confirmaram.

Quase todas as incursões foram no estado de São Paulo, como por exemplo uma casa de Vinhedo, região de Campinas, visitada nos últimos dias pelos policiais. Os detalhes dos locais são mantidos em sigilo.

As buscam permanecem sem data para acabar. “Virou ponto de honra para nós. Toda semana temos uma ou outra incursão e seguiremos na procura”, afirma Spikovics.

Houve também duas incursões interestaduais. A polícia checou, por exemplo, câmeras de segurança de rodoviárias após uma denúncia de que ele teria viajado para Curitiba, mas constatou que não se tratava do foragido.

Segundo o delegado, após a conclusão do inquérito e caso Cupertino siga foragido, deverá ser solicitada a decretação da prisão preventiva e a inclusão do documento no banco de dados de mandados de prisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e na lista de procurados pela Justiça. O foragido poderá constar também da lista de procurados da Interpol.

O delegado não descarta a possibilidade de que Cupertino tenha fugido para outro país. Entretanto, aposta que, se isso eventualmente ocorreu, o foragido estaria perto, possivelmente no Paraguai.

“Ele está sendo auxiliado por alguém. Isso é notório. Mas a família dele não tem dinheiro. Poderia estar sendo ajudado por algum amigo, mas até quando? Não teria recursos para chegar longe”, diz.

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