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25 de abril de 2018 • Ano 7
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Sem culpa

Polícia não tem provas de que mãe obrigou filha a abortar

Garota de 17 anos assegura que agiu sozinha, tomando chá de ervas abortivas

16 Mar2017Valdelice Bonifácio, com TV MS Record13h00

Segue sob investigação o aborto praticado por uma adolescente de 17 anos no Bairro Guanandi, em Campo Grande. A jovem está internada no Hospital Regional de Campo Grande, mas já falou à polícia e assegura que agiu sozinha tomando chá de ervas para derrubar o feto. Em princípio, havia a suspeita de que a mãe da garota tivesse obrigado a filha a abortar dando lhe um remédio proibido. Contudo, a Delegacia Especializada de Atendimento a Infância e Juventude (Deaij) que apura o crime não tem qualquer prova do envolvimento da mãe da adolescente que, por enquanto, responderá por auto-aborto.

A delegada Aline Sinott Lopes recebeu gravações enviadas por conhecidos da jovem onde, por telefone, a mãe fala para a garota abortar. A mulher orienta a filha a utilizar o medicamento Cytotec, de propriedades abortivas. “Essa conversa seria anterior à gravidez da adolescente (...) Por enquanto, não há provas do envolvimento da mãe”, disse a delegada. Mesmo assim, as gravações foram anexadas ao processo.

Na casa da jovem, a Polícia Civil não encontrou o remédio Cytotec, apenas ervas que a jovem teria usado.  O feto foi localizado na tarde de quarta-feira, dia 15 de março. Ele estava enterrado no quintal da casa dentro de uma caixinha de sapato, enrolado em um lençol. Junto ao feto havia ainda um rosário e flores, o que leva a crer que após o aborto, a adolescente fez um funeral do bebê.

O feto tinha cerca de cinco meses, segundo a Polícia Civil. A jovem passa bem de saúde, mas psicologicamente estaria muito abalada.

(Com informações da TV MS Record)

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