Campo Grande •28 de Junho de 2017  • Ano 6
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Mariel Coelho, em colaboração ao Diário Digital | Quinta, 16 de Março de 2017 - 18h34Polícia Civil faz novo exame em local de abortoAdolescente de 17 anos afirma que agiu sozinha, sem ajuda da mãe ou de terceiros

  
(Foto: Marco Miatelo)

A Polícia Civil esteve na tarde desta quinta-feira, 16 de março, na casa da adolescente de 17 anos, que confessou ter provocado um aborto, tomando de chás, e ainda enterrado o feto no quintal de casa, na Rua Inbirusso, no Bairro Guanandi, em Campo Grande. A garota e a mãe dela também estiveram no local acompanhando os trabalhos policiais.

Conforme a delegada Aline Sinott Lopes, a adolescente estaria grávida de 21 semanas e afirma  ter agido sozinha. Ela teria ficado dois dias em jejum tomando chás abortivos, e na noite de terça-feira (14) começou a sentir fortes contrações e expeliu o feto. A adolescente afirma que estava sozinha em casa. “Ela disse que agiu sozinha, expeliu o feto na terça-feira à noite e na quarta-feira ela enterrou  no quintal de sua casa”, disse a delegada.

No local do crime, estiveram ainda a perícia, o médico legista e o advogado da adolescente. De acordo com Aline Sinott, não foi feita uma reconstituição. “O que aconteceu foi um questionamento com a perícia a cerca de duvidas técnicas, em confronto com as alegações da menina e de sua mãe.”

Aline Sinott diz que a mãe da adolescente alegou que sequer sabia da gravidez da filha. Em depoimento, a mulher foi questionada sobre um áudio de gravação telefônica, na qual fala à  filha que se ela engravidasse compraria Cytorec para a menina tomar e não ter a criança.

A suspeita diz que esse áudio seria de três a quatro meses atrás, e que naquela época a menina estaria fazendo um tratamento para acne e estava tomando medicamento proibidos para mulheres grávidas. A jovem teria testado a mãe  falando sobre gravidez, e gravou a conversa na qual a mulher diz que compraria o remédio.

A denúncia sobre o aborto provocado foi feito pela sogra e o pai da criança. O rapaz de 26 anos teria revelado a existência de mais gravações que confirmariam a participação da mãe. A polícia pediu as gravações, mas ele alegou ter apagado. Foi realizada uma tentativa de recuperação dessas conversas, mas sem êxito. Os celulares foram apreendidos e passaram pela perícia também.

Se for comprovada a participação da mãe da adolescente, ela poderá responder por pratica de aborto, a pena é de até 10 anos de reclusão. Já a adolescente se for a culpada responderá por auto-aborto.

Ela poderá receber medidas sócio-educativas que vão de a advertência à internação que pode ser de até 3 anos. O resultado da perícia sai em 30 dias.

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