Campo Grande •27 de Maio de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Valdelice Bonifácio | Quinta, 11 de Maio de 2017 - 15h12PF ainda procura ex-assessores de PuccinelliJodascil da Silva é considerado foragido e Mauro Cavalli precisa depor à PF

  
Mauro Cavalli precisa depor à Polícia Federal (Foto: Reprodução)
  • Mauro Cavalli precisa depor à Polícia Federal
  • Operação Máquinas de Lama foi deflagrada hoje pela Polícia Federal (Foto: Luciano Muta)

Policiais federais ainda procuram duas pessoas implicadas na Operação Máquinas de Lama, a quarta fase da Lama Asfáltica, ambos ligados ao ex-governador André Puccinelli (PMDB). Um deles Jodascil da Silva Lopes que foi assessor de Puccinelli teve a prisão preventiva decretada e, conforme a PF, é considerado foragido da Justiça. O outro procurado é Mauro Cavalli que precisa cumprir mandado de condução coercitiva para depor à PF.

Jodascil atuou no governo de Puccinell. Já Cavalli foi secretário municipal quando Puccinelli era prefeito de Campo Grande (1997-2004). Cavalli foi procurado hoje na cidade de Bonito, mas não localizado. Ele é suspeito de atuar como ‘laranja’ do ex-governador para aquisição de bens e propriedades.

Puccinelli que também foi alvo de condução coercitiva está usando tornozeleira e precisa pagar fiança de R$ 1 milhão, do contrário poderá ser preso. Também foi alvo de condução coercitiva, o filho dele André Puccinelli Júnior.

Duas pessoas foram presas na operação, o dono da Gráfica Alvorada, Micherd Jafar Junior, o ex-secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) André Cance. A PF agora precisa encontrar Jodascil da Silva Lopes para cumprir o terceiro mandado de prisão.

Máquinas de Lama – A operação Máquinas de Lama tem como objetivo desbaratar Organização Criminosa que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrupção de agentes públicos. Os recursos desviados passaram por processos de ocultação da origem, resultando na configuração do delito de lavagem de dinheiro.

Os valores repassados a título de propina eram justificados, principalmente, com o aluguel de máquinas. As investigações demonstraram que estas negociações eram, em sua maioria, fictícias, com o único propósito de aparentar uma origem lícita aos recursos financeiros. Em virtude deste estratagema criminoso, a Operação foi batizada de Máquinas de Lama.

Os prejuízos causados pela Organização Criminosa ao erário, levando-se em consideração os sobrepreços e desvios em obras públicas e as propinas pagas a integrantes da Organização Criminosa tem um valor aproximado de R$ 150 milhões, segundo a Polícia Federal.

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