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22 de abril de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Descaso

Sem telhado, PMs cobrem pelotão com lona

Em Camapuã reforma de prédio está parada a mais de um ano

11 Jan2018Laureano Secundo09h18

A ACS (Associação e Centro Social de Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul) notificou os órgãos competentes e pediu a interdição do 4º Pelotão de Polícia Militar, em Camapuã. A unidade está sem telhado há quase um ano e os policiais são obrigados e improvisarem lonas pretas para se protegerem das chuvas.

Segundo o presidente da entidade, Edmar Soares da Silva, o ex-secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, tomou ciência do fato pessoalmente e prometeu solucionar o problema no ano passado. Uma equipe do setor de projetos da Sejusp chegou a vistoriar a unidade, porém, nada foi feito até o momento.

“É uma vergonha a Polícia Militar ser exposta a tais condições de trabalho”, criticou Edmar, em ofícios encaminhados à Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Ministério Público Estadual, solicitando a interdição do pelotão.

“Se passaram mais de 300 dias e absolutamente nada foi feito para resolver a questão. Nesta temporada de chuvas, os policiais sobem todos os dias no telhado para improvisar as lonas. Isso quando conseguem essas lonas”, continuou.

Ao MPE, a ACS solicita não só a interdição da unidade da Polícia Militar, mas, também, a responsabilização do governador Reinaldo Azambuja: a entidade entende que ele seja notificado a sanar o problema em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, valor que será revertido às obras de manutenção na unidade.

“A atual administração estadual implantou, desde 2015, um verdadeiro processo de sucateamento da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Sem reajuste desde então e com promessas não cumpridas, a categoria sofre ainda com a falta de estrutura para trabalhar”, concluiu Edmar.

 

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