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8 de dezembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Nacionalmente conhecido

“Pantera” é morto em frente de casa em Coxim

Em 2003, “Pantera” ficou nacionalmente famoso após ser preso pelo crime de necrofilia

25 Jan2015Da redação11h09

Odair Jovino Batista, de 39 anos, mais conhecido como “Pantera” foi morto durante a madrugada deste domingo (25), com golpes de um objeto cortante e pauladas, em frente a sua residência, na Hortência, na Vila Bela, em Coxim.

“Pantera” foi encontrado pelos vizinhos caído de bruços ao lado de sua bicicleta na rua com pelo menos seis golpes desferidos por um objeto cortante na parte de trás da cabeça e pauladas nas costas, ombro e mãos. Ele estava chegando em casa junto com outra pessoa que não foi identificada, quando o crime aconteceu.

Sua mãe, uma idosa de 76 anos, contou que ouviu os barulhos durante a madrugada e uma pessoa dizer apenas “corre Pantera”, ela chegou a se levantar para ver, mas como não viu nada por ainda estar escuro, voltou a dormir.

Ainda conforme sua mãe, “Pantera” chegou em casa por volta da meia noite, mas por volta de 3h da manhã acordou e saiu novamente.

A idosa ficou bastante emocionada ao ver o filho morto na frente de casa, mas já previa que algo fosse acontecer com ele devido o seu comportamento.

A Rádio Patrulha e o Gtran (Grupamento de Trânsito) da Polícia Militar (PM) esteve preservando o local até a chegada do Núcleo Regional de Perícias de Coxim que realizou os procedimentos e encaminhou o corpo para o IML (Instituto Médico Legal), em seguida, o corpo deve ser liberado para a família realizar o velório.

A mãe de Odair disse também que ele se envolvia em muitas confusões e ficava o tempo todo no celular conversando e falando mal da vida dos outros. Ela mesma o alertou várias vezes, inclusive para que ele não ficasse andando no período da noite ou no escuro.

O crime está sendo investigado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Coxim que não descarta a possibilidade de ser motivado de vingança ou crime passional.

Conforme a perícia, o autor possivelmente fez uma emboscada e utilizou um facão ou uma machadinha para desferir os golpes em “Pantera” que a princípio foi derrubado do bicicleta e atingido no chão.

Repercussão Nacional

Em 06 de maio de 2003, “Pantera” ficou nacionalmente famoso após ser preso pelo crime de necrofilia. Ele confessou várias vezes em depoimentos que possuía atração sexual por cadáveres. Na noite do dia 05 de maio daquele ano, ele seguiu até o cemitério da Vila Bela, em Coxim, que fica a alguns metros de sua casa, praticou o ato sexual com uma mulher de 45 anos, recém sepultada. O caso ganhou repercussão na mídia de todo o país.

Batista tinha 26 anos na época e era conhecido na cidade como “Pantera” por causa dos dois únicos dentes que exibe na parte superior do maxilar. Ele contou detalhes de quando fazia bicos como funcionário de uma funerária no município, além disso, falou sobre como praticou o crime na noite em que, tomado por “uma coisa estranha”, invadiu o cemitério, destruiu o túmulo, retirou o caixão e fez sexo com o cadáver da senhora, que havia sido enterrada na manhã daquele mesmo dia. “Pantera” informou ainda que havia ingerido bebida alcoólica na noite do crime e não conseguiu colocar o corpo de volta no túmulo.

Ele alegou também estar em tratamento “devido a problemas psicológicos”, “Pantera” disse ter participado do velório e do enterro da senhora. Segundo ele, era conhecido de um dos membros da família, mas teria acompanhado tudo de longe, “sem olhar para o rosto dela”. À noite, teria perdido o controle de si mesmo e cometido o crime, em seguida, voltou para sua casa e chegou empurrando sua mãe que foi a primeira a dizer que ele estava com problemas.

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