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15 de novembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Capital

Morre cadelinha que teve pele arrancada em possível sessão de tortura

Vitória passava por tratamento em clínica veterinária, mas não resistiu

11 Jun2015Dayene Paz08h29
(Foto: Alcides Neto)
  • Vitória chegava a receber visitas de pessoas comovidas com a história
  • (Foto: Alcides Neto)
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Morreu na noite de ontem (10) a cadelinha Vitória, que teve parte da pele das costas e da falange arrancadas com faca em uma possível sessão de tortura, feita por duas pessoas em Campo Grande. Após o crime, o animal chegou a ser atropelado por um carro do Correios e passava por tratamento na Clínica Veterinária Petit Bichon. 

A cachorra estava recebendo alimentação na veia e antibiótico de 12 em 12 horas, além de remédio para aliviar a dor de 6 em 6 horas. Vitória também recebia visitas de pessoas comovidas com a história da cadelinha.

O caso aconteceu no bairro Coophavila e a cadelinha, que é uma mistura de Pinscher com Vira-latas, de apenas três meses, foi batizada de Vitória Guerreira, depois de superar tanta violência. Ela chegou na clínica no sábado, 30, e gritava muito com dor. O cachorro chegou no local sem a pele nas costas, mas não estava sangrando. Por dentro a pele estava gelada. Os veterinários acreditam que foram horas de malstratos.

A polícia ouviu duas pessoas acusadas pelo crime. Moradores contaram que os jovens teriam o costume de praticar maus tratos contra animais no bairro.  O caso será levado ao Ministério Público. 

Testemunhas afirmaram à polícia terem visto o animal sendo atropelado por um veículo da empresa Correios no sábado, 30, pela manhã. O acidente teria ocorrido na rua Marambai, no bairro Cophavilla II. O Delegado Titular da Delegacia de Crimes Ambientais (Decat), Wilton Villas Boas, confirmou o fato por meio da suposta dona do animal, Fernanda Ribeiro dos Santos, 37 anos, que admitiu que tinha a posse da cadela. Ela relata que encontrou a cachorrinha na rua no sábado e, no mesmo dia, em um descuido, deixou o portão aberto e o animal fugiu sendo atropelado por um carro dos Correios. 

A assessoria informa ainda que “caso se confirme a participação de um funcionário  dos Correios , será aberta uma sindicância interna”. Logo após o atropelamento, segundo a Polícia Civil, Fernanda contou que levou a cadelinha para uma clínica veterinária e desistiu de deixar o animal no local porque não tinha dinheiro para pagar as despesas do tratamento. “Ela acabou abandonando a Vitória em um terreno que fica no final da rua e testemunhas viram que dois jovens pegaram o animal”,  afirma Wilton Villas Boas. 

Por enquanto, a polícia identificou dois suspeitos de terem judiado de Vitória. Um deles seria maior de idade e genro da Fernanda. A outra pessoa seria um adolescente. O delegado não descarta o envolvimento de outras pessoas. De acordo com Vilas Boas, a dinâmica do caso já teria sido esclarecida. 

Ele descartou a possibilidade do ferimento ter sido causado pelo atropelamento e trabalha agora para desvendar as razões que levaram os acusados de terem torturado o animal. “Conversei com Jucimara Pereira,  dona da Clinica onde Vitória está internada, e ela me explicou que o corte não teria sido efetuado diante de atropelamento mas sim por algo  cortante”, comenta.   

Em depoimento à polícia, o adulto suspeito de maltratar Vitória negou a participação. Ele não teve o nome divulgado por questão de segurança devido à grande repercussão do caso. Se confirmado os fatos, Fernanda e o genro podem ser indiciados por omissão de socorro e lesão  dolorosa, crime que em caso de condenação prevê pena de 3 meses a 1 ano de detenção. 

O adolescente cumpriria uma medida socioeducativa já que a Constituição Brasileira não estipula pena para crimes desse tipo quando envolvem menores. 

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