Campo Grande • 04 de dezembro de 2016 • Ano 5
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Valdelice Bonifácio | quarta, 21 de setembro de 2016 - 15h44Ligação entre pedofilia e morte brutal será apuradaGarras assume investigação de homicídio e ouve familiares e testemunhas

  
Delegado Edilson dos Santos exibe telefone celular totalmente queimado e medalhinha da Câmara de Vereadores recolhidos junto ao cadáver (Foto: Roberto Okamura)
  • Delegado Edilson dos Santos exibe telefone celular totalmente queimado e medalhinha da Câmara de Vereadores recolhidos junto ao cadáver
  • Corpo foi encontrado em um matagal na Rua Avanhandava, Jardim Veraneio, no Parque dos Poderes (Foto: Luciano Muta)
  • Alceu Bueno, em julho de 2015, ao chegar ao Fórum para audiência do processo de pedofilia (Foto: Arquivo Diário Digital)
  • Medalhinha entregue aos vereadores pela Câmara Municipal foi encontrada junto ao cadáver (Foto: Roberto Okamura)
  • Aparelho de telefone celular está totalmente queimado, não sendo possível extrair dele qualquer informação (Foto: Roberto Okamura)
  • (Foto: Roberto Okamura)
  • (Foto: Roberto Okamura)

As investigações sobre o assassinato brutal do ex-vereador José Alceu Padilha Bueno estão a cordo do Grupo Especializado de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) de Campo Grande. O corpo dele foi encontrado queimado nesta quarta-feira, dia 21, em um matagal na Rua Avanhandava, Jardim Veraneio, no Parque dos Poderes, na Capital. O delegado titular do Garras Edilson dos Santos convocou entrevista coletiva para falar sobre o início das investigações.

Conforme Edilson, nenhuma hipótese está descarta, nem mesmo a ligação entre o homicídio e casos de pedofilia. Em dezembro do ano passado, Bueno foi condenado, em primeira instância, a oito anos de prisão, em regime fechado, pelo envolvimento no escândalo sexual com adolescentes. Conforme a sentença, ele teria cometido dois crimes de exploração sexual de vulnerável.

Por conta do escândalo, Alceu renunciou ao mandato de vereador, à presidência do partido político PSL e se afastou da vida pública. Segundo informações apuradas pela Polícia Civil, ele deixou a empresa de sua propriedade na noite desta terça-feira, 20, por volta das 22h, e depois não foi mais visto. A família registrou Boletim de Ocorrências por desaparecimento nesta manhã.

Às 7h desta quarta-feira, policiais localizaram uma pessoa morta queimada no Parque dos Poderes. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol). A vítima foi assassinada por estrangulamento e depois queimada. Contudo, para a polícia, aquele foi apenas o local da desova do corpo. O homicídio teria ocorrido em outro lugar.

O laudo definitivo ainda não ficou pronto, mas o delegado do Garras aponta que junto ao cadáver foram encontradas várias evidências de que a vítima é Alceu Bueno. “Tinha o aparelho celular do mesmo modelo que o ex-vereador usava. Havia ainda o distintivo de vereador (medalhinha entregue aos parlamentares pela Câmara Municipal). As características físicas também são idênticas. O cadáver tem pontos no antebraço esquerdo, assim como Bueno. Contudo, ainda estamos aguardando o laudo definitivo do Imol”, disse o delegado, acrescentando que o documento deve ficar pronto até o final desta tarde.

Durante a coletiva, o delegado exibiu o telefone celular que está totalmente queimado, não sendo possível retirar qualquer informação do aparelho.

O veículo de Bueno, uma Land Hover, ainda não foi localizada pela Polícia Civil. Bem por isso, a hipótese de latrocínio também não está descarta. “Neste momento, não desprezamos nenhuma linha de investigação”, esclareceu. O delegado já tomou depoimento de familiares na manhã de hoje. O relato teria sido sucinto. Os depoentes disseram apenas que o ex-vereador deixou a empresa ontem à noite e depois não foi mais visto e nem fez qualquer contato.

Nesta tarde, o delegado já convocou testemunhas para depoimento. Ele não revelou nomes e nem a ligação das pessoas com a vítima.

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