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23 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Caso Dudu

Justiça nega progressão de regime para padrasto acusado de esquartejar enteado

Ele cumpriu dois quintos da pena e teve bom comportamento, mas não foi aprovado no exame criminológico

14 Set2017Dayene Paz11h21

A Justiça negou o pedido de progressão de regime de José Aparecido Bispo da Silva, acusado de mandar matar o enteado Luiz Eduardo Martins Gonçalves, o Dudu, de apenas 10 anos de idade. O crime aconteceu no ano de 2007.

De acordo com a decisão, José passou em dois requisitos para progredir na pena, mas o juiz não acolheu o resultado do exame criminológico. De acordo com a decisão, ele cumpriu dois quintos da pena, e teve bom comportamento, mas não foi aprovado no exame, que é um tipo de exame psicológico no qual o interno passa.

Ainda, o magistrado determinou a realização de tratamento na unidade prisional, bem como a realização de novo exame criminológico, daqui seis meses, para apurar se houve alguma modificação e, por consequência, avaliar novamente a possibilidade de progressão de regime de cumprimento de pena.

O caso – José Aparecido foi preso pela morte de Luiz Eduardo. O crime aconteceu no dia 22 de dezembro de 2007, no bairro Aero Rancho. Ele brincava quando foi pego pelo vizinho Holly Lee e três adolescentes. A criança foi agredida por eles e depois levada para a casa de José, seu ex-padrasto, que continuou com a violência. Depois de levado para um terreno, ele foi espancado até a morte e enterrado. Depois, José e Holly voltaram ao local, desenterraram o corpo, cortaram em pedaços e enterraram novamente.

Uma vizinha, amiga da mãe de Dudu, teria visto o espancamento, mas nada falou sobre o caso, que demorou um ano para ser esclarecido pela polícia. O crime teria sido cometido por vingança, porque José não aceitava o fim do relacionamento com a mãe de Dudu.

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