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Caso Dirceu

Quatro são condenados pela morte de policial civil

Travesti Alexia que confessou ter atirado na vítima pegou 24 anos de prisão

6 Jul2017Valdelice Bonifácio22h18
(Foto: Marco Miatelo)
  • Alexsandro Gonçalves Rocha, a travesti Alexia (de camisa azul), confessou ter atirado na cabeça do policial civil e recebeu a maior pena
  • (Foto: Marco Miatelo)
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Em julgamento que durou 12 horas e trinta minutos nesta quinta-feira, 6 de julho, o juri da 1ª Vara de Campo Grande condenou quatro dos cinco acusados pelo assassinato do policial civil Dirceu Rodrigues dos Santos, crime que ficou conhecido  como caso Dirceu. As penas ficaram entre 24 e um ano de prisão.

A maior condenação coube ao réu Alexsandro Gonçalves Rocha, a travesti Alexia, que confessou ter atirado na cabeça de Dirceu. O policial, junto com seu colega Osmar Ferreira, investigava o roubo de uma joia quando foi morto, na noite de 22 de abril de 2014, no Jardim Campo Nobre, em Campo Grande.

Alexia foi considerada culpada de quatro crimes homicídio doloso qualificado com recurso que dificultou a defesa da vítima; lesão corporal dolosa em relação a Osmar Ferreira que foi agredido pelos autores; furto qualificado e corrupção de menores -- um adolescente dirigiu o veículo usado no dia do crime.

"O grau de culpabilidade foi intenso na ação que resultou no evento morte. O réu disparou friamente contra a cabeça da vítima Dirceu. O disparo foi a curta distância, segundo o laudo. A malvadez do delito foi elevadíssima pelo que deve sopesar em seu desfavor", avaliou o juiz ao ler a sentença que totalizou 24 anos de reclusão e três meses de detenção.

O irmão dele, Alexandre Gonçalves Rocha, que chegou a ser acusado pelos tiros, antes da confissão de Alexia, foi condenado a nove anos de prisão, três meses de detenção e 10 dias-multa. Ele foi considerado culpado dos crimes de lesão corporal dolosa seguida de morte, lesões leves contra Osmar Ferreira, corrupção de menores e furto qualificado, por ter subtraído a arma do policial morto.

O réu Cleber Ferreira Alves foi condenado a dois anos de reclusão, um ano de detenção e 20 dias-multa pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido e receptação. O irmão dele Renato Ferreira Alves foi condenado a um ano de reclusão mais um ano de detençao e 20 dias-multa pelos mesmos crimes que Cleber. 

Giovane de Oliveira Andrade inicialmente pronunciado por receptação, porte ilegal de arma de fogo, favorecimento pessoal e resistência foi absolvido de todas as acusações.

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