Campo Grande • 04 de dezembro de 2016 • Ano 5
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Valdelice Bonifácio e Mariel Coelho, especial para o Diário Digital | terça, 18 de outubro de 2016 - 19h59Jovem que matou por ciúmes diz que vítima provocouDiante de juiz, Thamara diz ter se arrependido e pede para voltar para Campo Grande

  
Thamara, em 25 de julho, quando foi levada para presídio da Capital; ela foi transferida um mês depois por agredir uma agente penitenciária (Foto: TV MS Record)
  • Thamara, em 25 de julho, quando foi levada para presídio da Capital; ela foi transferida um mês depois por agredir uma agente penitenciária
  • Victória Correia foi morta a tiros por Thamara Arguelho em 19 de julho (Foto: Reprodução/Facebooka)
  • Boneco, pivô do assassinato de Victória, foi morto em setembro quando saía de presídio na Capital (Foto: Divulgação)
  • PM fez escolta de Thamara Arguelho para depoimento no Fórum (Foto: Roberto Okamura)

O juiz Aluizio Pereira dos Santos da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande ouviu nesta terça-feira, dia 18, testemunhas de acusação e defesa de Thamara Arguelho de Assis, 21 anos. Ela está presa pelo homicídio de Victória Correia Mendonça, 18 anos, crime praticado em 19 de julho de 2016.  A própria Thamara foi ouvida. A moça que está presa preventivamente em Corumbá, foi trazida para Capital para prestar depoimento.

A acusada alega ter matado porque a vítima a provocou. As duas se relacionavam com um mesmo rapaz,  Weverton Silva Ayva, o “Boneco”, 28 anos,  assassinado em 15 de setembro, de quem, aliás, Thamara está grávida de cinco meses.

“Ela falou que tinha ficado com ele mesmo e que não sentia remorso e que a culpa era do Weverton”, disse Thamara sobre diálogo que teve com a vítima na noite do crime, quando a autora procurou Victória, na casa dela, na Vila Popular, para tomar satisfações e a matou.  Thamara afirmou ao juiz que o crime não foi premeditado e que se arrepende de tê-lo cometido.

A jovem explicou ainda que não era próxima da vítima, mas tinham amigas em comum. Ela alega que as provocações começaram em um grupo de whats sap. “Ela era muito debochada”, diz Thamara sobre Victória. Diante do juiz, a acusada pediu para ser transferida para Campo Grande para ficar mais perto dos familiares.

Thamara estava detida no Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande, e foi transferida para Corumbá em 12 de setembro, com autorização judicial. No dia 25 de agosto, a jovem atacou uma agente penitenciária que sofreu arranhões, mordidas e teve os cabelos arrancados por Thamara.

Não foram permitidas imagens da audiência do processo de Thamara Arguelho. Agora, o juiz dará continuidade à fase de instrução, ouvindo mais testemunhas. A expectativa é de que a moça seja submetida ao júri popular, ainda sem data.

Pai de Victória - Entre as testemunhas de acusação ouvidas nesta terça-feira estava o pai de Thamara,  Sandro Gamarra Mendonça. Ele relembra que na noite do crime tinha tomado o relaxante muscular e estava dormindo quando acordou com o barulho dos tiros.  Ele correu pela casa e encontrou a filha caída no quintal. O pai relembra ainda que uma prima de Victória fez cópias de ameaças de Thamara em redes sociais contra a vítima no mês de março.

Conforme Sandro, Victória era uma menina calma e que nunca deu trabalho. Ele nem imaginava que a filha estava se relacionando com Weverton, que era conhecido como uma pessoa perigosa na região. Desde o assassinato de Victória, Sandro tem feito acompanhamento psicológico, pois tem dificuldade em lidar com a perda.

Hoje, seu único conforto é a filha de dois meses que teve com a esposa. “Eu sempre quis mudar daquela casa, mas a Victória não queria. E depois que ela morreu quem não consegue sair de lá sou eu. É como se eu ainda sentisse a presença dela na residência”, comentou durante o depoimento.

Mãe e avó de Thamara – A mãe de Thamara, Gina Regina,  e avó Cláudia Arguelho foram ouvidas como testemunhas de defesa. Sucinta, a mãe disse que tinha conhecimento superficial sobre a rixa entre a filha e Victória. “Ela agiu no calor do momento”, analisa a mãe.

Já a avó mencionou que reprovava o envolvimento de Thamara com Weverton, pois não considerava o comportamento dele normal. Cláudia não sabia da gravidez da neta e relatou que Thamara teve uma infância normal e que trabalhava. Contudo, ela mencionou que a moça se transforma quando bebe.

Premeditação – Também prestou depoimento um investigador da Polícia Civil que relatou ter colhido elementos de que o crime teria sido premeditado. Segundo ele, o pai de Weverton realizou uma festa de aniversário, na qual o rapaz levou Victória. Quinze dias depois, Thamara bebeu em um bar, ocasião em que decidiu matar a rival.

Ela telefonou para um rapaz de nome Renan, o qual a levou a uma residência no Jardim Búzios, local onde a jovem pegou uma arma de fogo. Segundo o relato, Thamara teria passado o dia todo ligando para Victória. “Ela se fazia de coitadinha e afirmava que só queria conversar.” O encontro foi marcado para às 18h, mas Victória não compareceu.

Thamara então foi a casa da vítima onde a matou a tiros. A arma utilizada pela assassina pertenceria a uma facção criminosa. O policial lembrou ainda que Thamara já tinha histórico de crimes. Na ficha criminal dela, constam processos por tráfico de drogas, lesão corporal e porte ilegal de arma.

O próprio Renan, cujo nome completo é Renan da Silva prestou depoimento. Ele confirmou ter levado a moça ao Jardim Búzios usando uma motocicleta, mas não a acompanhou até a residência. Renan alegou ter aguardado a amiga em uma esquina e que ela voltou com uma mochila nas mãos. O rapaz negou que a rixa com Victória e os planos de Thamara de matar a rival fossem de seu conhecimento.

Frieza - O mototaxista Frederico Machado que transportou a autora na noite do crime também depôs. Ele que ficou aguardando em uma esquina teria sido o primeiro a ouvir a confissão da jovem sobre o assassinato. Ao retornar à motocicleta, após ter atirado em Victória, ela teria dito:  “matei aquela vagabunda.” Segundo Thamara, a vítima teria falado mal do seu filho.

Conforme o mototaxista, a jovem teria demonstrado frieza ao confessar o homicídio. Ele explicou ainda que, na noite do crime, apenas atendeu o chamado para uma corrida, não conhecia a passageira e nem fazia ideia de que a moça cometeria um crime.

Boneco – A morte de Weverton Silva, o Boneco, é investigada pela Polícia Civil. O rapaz foi morto a tiros quando saía do Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado, na Vila Sobrinho, em Campo Grande. A suspeita é de acerto de contas já que a vítima tinha longo envolvimento no mundo do crime. A investigação corre na 7ª Delegacia de Polícia Civil.

Para a polícia, a morte do rapaz está ligada às rixas que ele acumulava com outros criminosos. Weverson respondia por dois homicídios e tinha passagens por outros crimes como roubo, furto, tráfico de drogas, ameaça, evasão do local de custódia, porte ilegal de arma de fogo e uso de falsa identidade. 

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