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21 de outubro de 2018 • Ano 7
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Crime desvendado

Jovem foi degolada por motivo fútil

Joyce Viana, morta em maio de 2018, exigiu respeito depois de ter par de chinelos roubado

10 Out2018Luany Mônaco - Especial para o Diário Digital18h15
A Polícia procura por Bellinha que está foragida desde a data do crime (Foto: Marco Miatelo)
  • Joyce Viana de Amorim foi decaptado por integrantes do PCC
  • A Polícia procura por Bellinha que está foragida desde a data do crime (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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A morte da jovem Joyce Viana de Amorim, de 21 anos, cruelmente decapitada em um julgamento de facção criminosa,  teve motivação fútil. Depois de ter um par de chinelos roubado, Joyce pediu respeito e esbravejou dizendo ser do Comando Vermelho (CV) em um local rodeado de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A vítima foi forçada a gravar um vídeo admitindo “infiltração” no grupo e acabou sendo degolada. A polícia não tem certeza sobre o envolvimento dela em facções.

Depois de ter ficado com Joyce algumas vezes Wesley Marques da Rosa (Cabecinha), de 25 anos, decidiu manter relações sexuais com a jovem e para isso pediu “emprestada” a casa de um dos menores envolvidos, já que a mãe do menino estaria presa. A relação foi consentida pela jovem que foi até o local para o ato, mas ao perceber que seu chinelo havia sido roubado exigiu respeito já que supostamente fazia parte do Comando Vermelho.

Se aproveitando da ausência da mãe na casa o adolescente de 16 anos promovia “fervos” regularmente na residência sempre com muito uso e abuso de drogas e bebidas alcoólicas. Os adolescentes presentes no local avisaram ao disciplina do PCC da região do Jardim Colorado, identificado como Marcos Felipe Dias Lopes (Correria) de 19 anos, sobre a existência de uma integrante do Comando Vermelho nas redondezas, ele então mandou Ygor Matheus Dutra dos Santos, de 19 anos, ir até lá para conferir a informação. Depois da confirmação outros dois integrantes denominados como Eloir de Oliveira, de 52 anos (Mil Grau), e Lucas da Silva, de 19 anos, também foram até a casa já com a intenção de julgar a garota por meio do tribunal do crime.

O julgamento foi transferido para a casa de Davi Miguelão, de 19 anos, Joyce foi levada em um veículo Gol por Wellison de Souza Silveira (Zé Cotó), de 23 anos, Lucas, Danilo de Souza Brito (Satã), de 19 anos, e Miria. O grupo teve medo de dar continuidade ao procedimento na residência do Jardim Colorado por conta da prisão da dona da casa (mãe de um dos menores) ter acontecido ali, para eles o lugar estava sendo vigiado pela polícia.

Já na casa localizada no Bairro Santa Emília, Davi foi avisado de que alguns processos relacionados ao PCC seriam realizados ali em sua residência, ele consentiu ao pedido e logo depois foi dormir. Para participar do julgamento da mulher outras duas jovens foram convocadas, Isabella Sanches dos Santos (Belinha) de 22 anos e Miria Helena Paschuin (Pandinha) de 21 anos foram identificadas como lideranças femininas do PCC, “Pandinha” era a chefe geral feminina da facção no Estado. As decisões tomadas em reunião foram feitas por meio de conferência que teve participação até de lideranças da facção criminosa que estão encarcerados.

Foi decidido que Joyce deveria ser morta. Um vídeo gravado antes de sua execução mostra a jovem “admitindo” que teria ido até a casa do Jardim Colorado para se infiltrar no grupo e levar informações ao Comando Vermelho, a polícia acredita que ela tenha sido forçada a fazer estas afirmações com a proposta de que depois seria libertada. Os azulejos que aparecem ao fundo da gravação faziam parte da estrutura de um tanque e foram arrancados para evitar possível identificação com o vídeo.

O anfitrião da residência acordou no momento em que o pescoço de Joyce terminava de ser cortado com uma faca de serra por Danilo, ela foi degolada viva. Um outro integrante da facção ainda participou do crime, Thiago Velasquez de Souza (Maquininha), de 31 anos, fazia a vigilância do espaço, tempos depois Thiago foi morto em uma tentativa de assalto à banco em Terenos.

O corpo e cabeça da vítima foram deslocados até o local de desova por Ghian Lucas Martinez (Xaropinho), de 23 anos, “Zé Codó”, “Satã” e Miria. A jovem foi encontrada em uma estrada localizada no Bairro Santa Emília, ela estava com os braços amarrados pelo casaco vermelho que vestia durante o vídeo gravado.

Das quinze pessoas envolvidas no crime três são menores de idade e já estão internados na UNEI (Unidade Educacional de Internação). A meliante Isabella Sanches encontra-se foragida, e os indivíduos Elair e Lucas estão presos por tráfico de drogas. Davi Miguelão não foi encarcerado por ter colaborado com as investigações do caso, os outros envolvidos estão aprisionados em unidade prisional da Capital.

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