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9 de abril de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Campo Grande

Jovem assassinado no Dom Antônio seria integrante de facção

Ian Guilherme Ribeiro Bronzoni de 20 anos foi morto a tiros no Parque do Sol

25 Fev2020Da Redação17h31

Conhecido como “Metralha” ou “Puro Ódio”, foi assassinado no fim da tarde desta segunda-feira (24), o jovem Ian Guilherme Ribeiro Bronzoni, de 20 anos. Ele é apontado como integrante de uma facção criminosa, suspeito de participar de execuções no “Tribunal do Crime”. Ian teria sido morto após uma desavença com um homem conhecido como “Zóio”.

Por volta das 18h, Ian estava na rua com um amigo quando dois homens em uma moto CG cor preta se aproximaram. O garupa fez vários disparos contra ele e, em seguida, os autores fugiram em direção ao Bairro Dom Antônio Barbosa.

A vítima chegou a ser socorrida por testemunhas e levada a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Coophavilla II, mas morreu antes de ser transferida ao hospital.

Um amigo de Ian disse aos policiais que ele havia tido um desentendimento no dia anterior com um homem de apelido “Zóio”, possível suspeito de ter cometido o crime junto com um indivíduo chamado Breno.

Ian Guilherme era conhecido da polícia e respondia a processos por tráfico de drogas. Ele chegou a ser detido com o irmão gêmeo, em junho de 2018, pelo crime. Iago Gustavo Bronzoni, o "Taurus", continua preso por envolvimento em uma execução ordenada pela facção criminosa.

Os irmãos ainda teriam participação na morte de Joyce Viana de Amorim, de 21 anos, decapitada em maio de 2018, em uma estrada vicinal, no bairro Nova Campo Grande, na Capital.

O irmão gêmeo do jovem assassinado foi preso novamente em dezembro do ano passado, acusado de ter envolvimento na morte de Maykel Martins Pacheco, 19 anos, cujo o corpo nunca foi encontrado.

Ian Guilherme é filho de um professor conhecido em Campo Grande. Nas redes sociais, o pai do jovem lamentou a morte do filho.

“Filho, seu sorriso de criança, seu olhar de sonhador ficarão para sempre como sua lembrança mais forte, são tantas coisas não ditas, tantas outras não vividas, mas muito amor sentido.

O tempo não volta, as coisas não podem ser refeitas, fica apenas o vazio de um homem que perdeu uma parte de si. Não é nada fácil, descrever o que sinto não tem como, a vontade é apenas dormir.

A vontade é escrever um livro de tanta coisa para falar., gritar até o fim do mundo, mas a única coisa que consigo é ficar imóvel.

Te amo Ian, vc está em paz agora”.

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