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21 de setembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Execuções

Guardas municipais e segurança são denunciados

Gaeco suspeito que trio esteja ligado a grupo que executou três pessoas na Capital; eles negam

16 Ago2019Valdelice Bonifácio20h05
Arsenal encontrado em residência no Bairro Monte Líbano, no dia 19 de Maio (Foto: Divulgação)
  • Guardas municipais foram levados para o complexo penal, no Jardim Noroeste, no dia 28 de Maio
  • Arsenal encontrado em residência no Bairro Monte Líbano, no dia 19 de Maio (Foto: Divulgação)

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou dois guardas municipais e um segurança por obstruir investigação e integrar organização criminosa -- que seria responsável por assassinatos. Os três estão presos no sistema penal de Campo Grande.

Foram denunciados os guardas Robert Vitor Kopetski,  Rafael Antunes Vieira e o auxiliar de segurança Flávio Narciso Morais da Silva. Conforme o Gaeco, eles teriam ameaçado a esposa do guarda municipal Marcelo Rios, preso em flagrante em 19 de Maio, em posse de um arsenal de armas e munições.

As investigações do Gaeco apontam que os três guardas e o segurança seriam integrantes de uma organização que praticou vários crimes, inclusive, execuções. As apurações constataram que o arsenal encontrado com Marcelo Rios continha fuzil do mesmo modelo utilizado em três assassinatos na Capital.

Foram mortos a tiros de fuzil o policial refirmado Ilson Martins de Figueiredo (então chefe da segurança da Assembleia Legislativa), o acadêmico de Direito Matheus Xavier (morto a tiros no lugar do pai, um policial que seria o verdadeiro alvo da execução) e Orlando da Silva Fernandes (ex-segurança do narcotraficante Jorge Rafaat).

Ainda de acordo com as investigações, após a prisão de Marcelo Rios, Robert, Rafael e Flávio passaram a coagir a esposa do guarda municipal para impedir que ela fizesse revelações à polícia. Inicialmente, a mulher denunciou as ameaças, mas depois voltou atrás. Ela chegou a escrever uma carta de próprio punho negando que se sentisse ameaçada por eles e afirmando que não houve nenhuma tentativa de contato.

A reportagem do Diário Digital ouviu o advogado dos dois guardas denunciados pelo Gaeco, Robert e Rafael. “Eles negam qualquer tentativa de obstrução de investigação, mesmo porque a própria testemunha já disse que não houve qualquer coação e até escreveu carta dizendo isso”, informou o advogado Alexandre Fransolozo.

O advogado também afirma que o Gaeco não apresenta na denúncia provas da existência da suposta organização criminosa. “No momento oportuno vou questionar isso. Quem é essa organização criminosa? Quem são os criminosos? Eles não detalham isso. Robert e Rafael desconhecem isso”, assegurou.

Relembre o caso - Após denúncia anônima delatando a existência de armamento pesado em uma casa, no Bairro Monte Líbano, na Capital, o Garras deflagrou uma ação em 19 de Maio, um domingo.

No referido endereço, os policiais encontraram quatro carabinas 556, 11 pistolas nove milímetros, uma arma calibre 12, uma arma longa calibre.22, um revólver 357, quatro pistolas .40, um calibre 380, uma pistola calibre 22, além dos dois fuzis AK47. Também foram apreendidos silenciadores e carregadores.

No mesmo dia, foi preso o guarda municipal Marcelo Rios, de 41 anos, que estaria transportando o armamento. Três dias depois, foram presos os guardas Robert, Rafael e o segurança Flávio, por suspeitas de estarem estarem coagindo testemunha, no caso, a esposa de Marcelo Rios.

O armamento avaliado em R$ 200 mil é considerado maior já apreendido em Campo Grande.

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