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Operação Hashtag

Greve de fome começou com quatro supostos terroristas

Atualmente, apenas Leonid El Kadri de Melo mantém o protesto e está debilitado

12 Mai2017Valdelice Bonifácio15h30
Leonid El Kadri de Melo foi condenado a 15 anos de prisão (Foto: Reprodução/Facebook)
  • Quatro condenados por terrorismo permanecem detidos no Presídio Federal de Campo Grande
  • Leonid El Kadri de Melo foi condenado a 15 anos de prisão (Foto: Reprodução/Facebook)

A greve de fome usada como forma de protesto por Leonid El Kadri de Melo -- condenado por terrorismo -- dentro do Presídio Federal de Campo Grande teve início coletivo. Ele e outros três condenados com base na Lei Antiterrorismo desencadearam a greve em 30 de março, mas apenas Leonid permanece e está bastante debilitado. Os presos Alisson Luan de Oliveira, Luiz Gustavo de Oliveira, Fernando Pinheiro Cabral, encerraram o protesto no dia 3 de abril.

Os quatro são os únicos dos 15 presos na Operação Hashtag que continuam custodiados. Eles foram condenados com penas que variam de cinco a 15 anos de prisão  -- a maior punição foi estabelecida para  Leonid El Kadri considerado o líder da conspiração terrorista que pretendia agir nas Olímpiadas do Rio de Janeiro. 

Atualmente, Leonid se locomove pelo presídio em uma cadeira de rodas, já que está fragilizado  devido ao longo tempo sem alimentação. Segundo a mãe dele, a advogada  Zaine El Kadri , o rapaz tem sobrevivido graças ao soro que ministram para ele. Em recente entrevista ao Diário Digital, Zaine contou que o filho passou de 89 quilos (na data da prisão) para 63 agora.

O Ministério da Justiça, responsável pelos presídios federais, informou que Leonid El Kadri está sendo acompanhado pela equipe multidisciplinar de saúde do Presídio Federal. O Ministério informa ainda que desde o início do protesto foi iniciado o protocolo de Greve de Fome, conforme a resolução nº 04, de 23 de novembro de 2005, do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

O Serviço de Saúde o Núcleo Jurídico acompanham os procedimentos, segundo órgão. O relatório de acompanhamento médico aponta que no dia 4 de maio, Leonid precisou ser internado e recebeu alta no mesmo dia. No dia 9, foi internado novamente. No dia 10, passou por exames que não apontaram a necessidade de internação.

Com base nisso, ela prepara um pedido de remoção dele para outro estabelecimento no qual a família possa visita-lo com mais frequencia e ajudar na nutrição do rapaz. Outra possibilidade é mover um habeas corpus, solicitando que Leonid responda pelo crime em liberdade, benefício que outros envolvidos na suposta conspiração já conseguiram. Mesmo após a condenação, ele segue negando participação na suposta conspiração terrorista, segundo a mãe.

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