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27 de maio de 2018 • Ano 7
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Operação Labirinto de Creta

Fraudando Fisco, grupo mantinha vida de luxo

Operação desarticulou organização criminosa comandada por dono de frígorífico

28 Jul2017Da redação12h09
(Foto: Luciano Muta)
  • (Foto: Luciano Muta)
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A Operação Labirinto de Creta, desencadeada pela Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira, 28, apreendeu carros de luxo, TVs de R$ 89 mil e R$ 700 mil em vinhos. A equipe da PF, junto com Ministério Público Federal (MPF) e Receita Federal, cumpriram mandados de busca na casa do empresário José Carlos Lopes, conhecido como Zeca Lopes, principal alvo da operação. Também esteve no frigorífico Frigolop e no escritório do investigado. 

Além da casa do empresário, que fica no Jardim São Bento, as equipes estiveram na casa da filha dele, no residencial Dahma e no escritório do genro dele. “É uma força tarefa buscando combater a sonegação fiscal, no ramo de frigorifico. Basicamente o objetivo era evitar o pagamento de tributos, de contribuições previdenciárias e burlar a legislação trabalhista, deixando dividas em empresas que não tinham condições financeiras de arcar com os custos”, afirma  o delegado regional do Departamento de Combate ao Crime Organizado, Cléo Mazzotti.

Operação – O esquema de sonegação fraudou o Fisco em cerca de R$ 350 milhões. Os delitos investigados na Operação Labirinto de Creta – Fase II são sonegação fiscal, organização criminosa, falsidade ideológica, estelionato qualificado, fraudes previdenciárias e lavagem de dinheiro. 
O objetivo da investigação realizada por esta Força Tarefa faz parte de um esforço de combate a Organizações Criminosas, as quais se utilizam de empresas para a sonegação de altos valores, o não pagamento de obrigações previdenciárias e a burla a direitos trabalhistas de empregados. 

No caso em tela foi focado o setor de frigoríficos, mais especificamente um grupo econômico que apresenta faturamentos elevados, porém com ausência ou inexatidões nas escriturações contábeis. Nesta linha, apurava-se o crédito tributário, porém, não era possível reaver os valores sonegados, haja vista o quadro societário pertencer a pessoas desprovidas de capacidade econômica. Os bens adquiridos, frutos da sonegação fiscal, restavam “blindados” pelos reais proprietários, com a utilização de “laranjas” ou de empresas criadas para este fim. 

A primeira fase da operação foi deflagrada em 6/11/2014, tendo como foco outro grupo empresarial, também do ramo frigorífico. Em razão da primeira ação um empresário do ramo foi condenado a 5 anos e 8 meses de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro. A decisão proferida foi uma das primeiras onde a tipificação penal do crime de sonegação fiscal foi considerado como antecedente ao crime de lavagem dinheiro, fruto de modificação legislativa recente quanto aos delitos antecedentes para a configuração de crime de lavagem de capitais. 

O nome da operação tem origem na Mitologia Grega, fazendo-se referência a um labirinto que existia na cidade de Creta, com vários percursos intrincados, construídos com a intenção de desorientar quem os percorria e que abrigava o lendário Minotauro. 

Na deflagração estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em residências dos investigados e empresas ligadas e vinculadas à Organização Criminosa, nas cidades de Terenos, Campo Grande e São Paulo. Participam da operação aproximadamente 100 policiais federais e 18 auditores fiscais da Receita Federal do Brasil, 14 analistas da Receita Federal do Brasil.

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