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16 de outubro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Paranaíba

Familiares temiam por morte de Regianni

Segundo o pai da vítima o PM era muito ciumento e não deixava a mulher sair sozinha

8 Out201907h53

Pai de vítima de feminicídio  no último fim de semana em Paranaíba Regianni Araújo, 32 anos , disse não estar surpreso com a morte da filha. Segundo ele, o policial militar ambiental  era muito ciumento, não deixava a vítima ficar e nem sair sozinha.

De acordo com a polícia civil de Paranaíba o suspeito Lucio Roberto Queiroz Silva, 36 anos ,continua foragido e  a justiça já decretou a prisão temporária dele.

Familiares contam que Regianni era reservada e não expunha os problemas conjugais, apenas dizia que o relacionamento estava desgastado. A mãe, ainda em choque com o crime que abalou Paranaíba, contou que viu a filha pela última vez na sexta-feira (4), quando ela foi almoçar em sua casa, como de costume.

No sábado Regianni teria ido fazer as unhas e em seguida foi para a casa dos sogros, onde participava de um churrasco. Já a filha mais velha de Regianni, uma garota de 15 anos, viu a mãe no sábado pela manhã e mais tarde trocou mensagens com ela. O policial cometeu o crime  após receber prints de mensagens supostamente entre a esposa e Fernndo. O pai tentou desarmar e impedir que filho PM matasse a esposa. Ele perguntou onde estava a vítima. 

A vítima dormia no sofá quando foi acordada com um chute, interrogada a respeito da traição e em seguida ferida com cinco vezes. Lúcio dizia: “Você está conversando com a minha mulher”? Nervoso, mandou que a vítima entregasse o celular desbloqueado para verificar o conteúdo das mensagens trocadas pelos dois. Fernando, então, se levantou e foi atingido a tiros. Ele ainda tentou fugir para um dos quartos, mas mesmo assim foi morto.

Após isso, minutos depois o policial voltou para a residência dos pais. Lá, ele encontrou a esposa também no sofá e a matou com três tiros. O filho do casal estava em um quarto e ao ouvir o disparo foi até a sala e viu a mãe sendo morta. O pai de Lucio estava na casa e tentou desarmá-lo, mas não conseguiu. Lúcio deixou a arma no imóvel e fugiu no carro do pai. Até o momento ele não foi encontrado. A Polícia informou  não ter confirmado a hipótese de Lúcio ter recebido possíveis prints de conversas entre Regianni e Fernando. O policial responde por feminicídio e por homicídio qualificado por motivo fútil e que dificultou a defesa da vítima.

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