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Violência no Nova Lima

Familiares choram a perda de Gabrielly

Menina de 10 anos morreu dias após ser agredida por outra aluna na saída da Escola Lino Villachá

6 Dez2018Luany Mônaco - Especial para o Diário Digital18h43
Vítima foi agredida com uma mochila de rodinhas (Foto: Divulgação)
  • Sofrimento da família e dos colegas só não é maior que a revolta e sede de justiça
  • Vítima foi agredida com uma mochila de rodinhas (Foto: Divulgação)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

Carinhosa, estudiosa, amorosa e muito educada. Foi assim que familiares e conhecidos da garota Gabrielly Ximenes Souza, de 10 anos de idade, recordaram da criança que foi espancada por duas meninas de 14 anos e outra de 10 anos na última quinta-feira (29) depois de sair da Escola Estadual Lino Villachá, onde estudavam. A menina foi encaminhada para a Santa Casa e um dia depois foi liberada. Na terça-feira (04) Gabrielly voltou a sentir fortes dores na coluna e no quadril, ela foi novamente encaminhada à Santa Casa, onde ficou internada, e ao passar por um procedimento cirúrgico teve sete paradas cardíacas e morreu.

Familiares da vítima estão inconsoláveis. "Minha filha não têm nada na escola, nenhuma ocorrência, muito pelo contrário ela foi muito elogiada", contou Carlos Roberto, um caminhoneiro de 40 anos que sofre intensamente a condição de estar enterrando a filha do meio “eu esperava que minha filha me enterrasse, não que eu enterrasse minha filha”. O pai alega que ficou esperando por socorro debaixo de forte chuva por aproximadamente 1h30, já que Gabrielly não conseguia movimentar as pernas depois de ter sofrido as agressões.

A confusão teria começado depois que uma das agressoras, a de 10 anos, chamou a mãe de Gabrielly de prostituta, quando a vítima foi procurar saber o porque da acusação acabou atingida na espinha dorsal com mochilas de rodinha. Ela caiu ao chão e não conseguiu se levantar. Quando foi liberada da Santa Casa, após a agressão, Gabrielly fez questão de retornar à escola para realizar uma prova. Neste dia, a mãe da agressora de 10 anos invadiu a sala de aula e ameaçou Gabrielly dizendo que iria pegá-la na saída do colégio e deixá-la aleijada.

Conforme os colegas de escola da vítima, este tipo de acontecimento é comum dentro da instituição. Segundo um dos meninos, de 13 anos, diretores, coordenadores e professores não estariam agindo para mudar a situação. Outras alunas de 9 e 11 anos  disseram que brigas, discussões ou confusões entre os alunos dentro da escola são frequentes. 

Ao lado da escola onde Gabrielly estudava existe uma Base da Polícia Comunitária, localizada a uma esquina do acontecimento. Em conversa com o único policial militar presente no local foi alegado que não é um procedimento de praxe ficar na porta da escola nos horários de entrada e saída do colégio, mas que enquanto estiverem alunos nos portões existem policiais dentro da base que permanece de portas abertas. Maria de Jesus, de 74 anos, avó da vítima, alega que “o WhatsApp não deixa os policiais trabalharem”.

Temendo ficar sem respostas, o pai de Gabrielly clama desesperadamente por justiça. “Se for possível eu saio do emprego até ver esse caso solucionado”. Toda família da vítima deve se deslocar das cidades de Rio Verde, Rio Negro e Corguinho para o velório de Gabriela. Velório e enterro devem acontecer no cemitério Jardim das Palmeiras, cerimônia deve se iniciar por volta das 17h. 

 A Escola Estadual Lino Villachá decretou luto e solidarizou com a família da vítima por meio das redes sociais. O luto é apenas simbólico e não afeta o calendário da escola. A Secretaria Estadual de Educação informou que está ciente do caso e que vai acompanhar o processo.

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