Campo Grande •25 de Maio de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Mariel Coelho, em colaboração ao Diário Digital | Quinta, 5 de Janeiro de 2017 - 19h42Família de homem que matou PM se sente ameaçadaCarros estranhos passam pelas ruas do bairro com os vidros fechados

  
Marcas da ação policial que terminou na morte de Roberto ainda estão no local dos fatos (Foto: Marco Miatelo)
  • Marcas da ação policial que terminou na morte de Roberto ainda estão no local dos fatos
  • Roberto da Silva já tinha passagens pela polícia (Foto: Divulgação)
  • O soldado Márcio Corrêa Ferreira foi morto durante briga em conveniência com tiros da própria arma (Foto: Divulgação)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

Já se passaram seis dias que Roberto da Silva, de 32 anos, foi morto em uma ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar no dia 30 de dezembro, no Bairro Caiobá, em Campo Grande. Agora, a família dele se sente coagida e vigiada. 

Carros estranhos passam pelas ruas do bairro com os vidros fechados. Eles temem estar sob a vigilância de policiais. 

No dia de sua morte, Roberto da Silva estava sendo procurado por ter matado o policial militar Márcio Correia Ferreira, 37 anos, durante uma briga em uma conveniência, na noite de 29 de dezembro.

Conforme relato de testemunhas, duas mulheres começaram uma discussão perto da conveniência. Uma que estaria acompanhando o policial e a outra que estava acompanhando Roberto. 

Em um determinado momento, Márcio teria tentado separar a briga. Foi nessa hora que o policial e Roberto se desentenderam por causa das mulheres. Houve luta corporal. Roberto teria levado coronhadas de Márcio. Durante a briga a arma caiu no chão e Roberto a pegou atirou duas vezes contra o policial e depois fugiu levando a arma.

Em seguida, Roberto passou a ser procurado pelo Batalhão de Choque da PM até que foi localizado na casa de um parente no Bairro Caiobá e baleado pelos policiais. Ele morreu por volta das 13h do dia 30 de dezembro, no Hospital Regional.

Segundo testemunhas ouvidas pelo Diário Digital, a ação que resultou na morte de Roberto foi bem diferente do que a polícia contou. A vítima estava dormindo no momento que os policiais chegaram à residência e não teria tido qualquer tipo de reação contra os PMs. 

“Tinha um policial a paisana em uma moto na esquina,  e logo encheu de policia aqui. Fecharam a rua  ninguém podia passar, e depois dos tiros jogaram ele em um camburão e foram em direção ao matagal. Depois de um tempo voltaram com ele de lá, por que a imprensa estava aqui já”, disse um testemunha que viu toda a ação da policia.

Roberto já tinha passagens pela polícia por ameaçada, violência doméstica, lesão corporal, desobediência à decisão da Justiça, injúria e lesão corporal dolosa.

O Diário Digital questionou se Polícia Militar pretende investigar a ação do choque que terminou na morte de Roberto. Em resposta, foi informado que todas as ocorrências com morte em decorrência de intervenção de policiais militares, são alvo de procedimento de apuração  instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar.

Além disso, é instaurado também um Inquérito pela Polícia Civil com objetivo semelhante, de elucidar a ação de todos os envolvidos. E ao final, ambos os relatórios são enviados ao Ministério Público.

Enquanto isso, família e amigos de Roberto estão se sentindo constantemente vigiados e em estado de alerta, com medo de que algo possa acontecer algo com eles.

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