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23 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Operação Antivírus

Ex-diretores do Detran depõem aos promotores do Gaeco

Investigados permaneceram no local por cerca de quatro horas e saíram em silêncio

31 Ago2017Valdelice Bonifácio e Marcos Tenório, especial para o DD18h00
(Foto: Marco Miatelo)
  • Ex-diretores do Detran deixaram a sede do Gaeco acompanhados pelos advogados
  • (Foto: Marco Miatelo)
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Ex-diretores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) que estiveram presos na Operação Antivírus prestaram depoimento na tarde desta  quinta-feira, 31 de agosto, ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Eles permaneceram no local por cerca de quatro horas e quando saíram nada disseram à imprensa. “Está em segredo de Justiça”, disse o advogado Márcio Sandim.

Estiveram no Gaeco, Donizete Aparecido da Silva (ex-diretor-adjunto), Gerson Tomi (Diretor de Tecnologia) e Erico Mendonça (diretor de departamento). No mesmo momento em que eles depunham aos promotores, Gerson Claro que ocupava a presidência do órgão, concedia entrevista coletiva na governadoria, na qual anunciou o pedido de exoneração coletivo dele e dos demais diretores do Detran-MS.

Gerson negou irregularidades no órgão e disse que agora vai se dedicar a sua defesa. A Operação Antivírus investiga contratos firmados entre o Detran-MS e empresas privadas. A suspeita é de contratações desnecessárias e superfaturadas. Por isso, além dos diretores do Detran-MS, estiveram presos empresários e servidores públicos. Todos estão em liberdade por força de habeas corpus.

Antivírus – A Operação do Gaeco foi deflagrada na manhã de terça-feira, dia 29 de agosto. O alvo principal foi o Detran-MS. Agentes do Gaeco vasculharam a sede do órgão, empresas que mantém contratos com o Detran-MS e residências de servidores públicos e empresários.

Segundo as investigações, os presos faziam parte de organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações começaram em 2015 e tem como objeto contratos celebrados entre empresas da área de tecnologia da informação/informática e o Poder Público Estadual.

Além da cúpula do Detran-MS, outros detidos foram o ex-deputado estadual Ary Rigo, José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos, sócios e ex-sócio da empresa Pirâmide Informática, Jonas Schimidt das Neves, sócio da empresa DIGITHOBRASIL, o secretário dele Claudinei Mastins Rômulo e Luiz Alberto de Oliveira Azevedo, servidor público estadual lotado na Secretaria de Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

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