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Dayene Paz | Sexta, 25 de Agosto de 2017 - 13h10Estuprado por 5, Kauan foi esquartejado duas vezesCorpo da vítima ainda não foi localizado e suspeito preso segue negando crime

  
(Foto: Luciano Muta)
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Ainda sem o corpo, a polícia segue com as investigações sobre o desaparecimento de Kauan Andrade dos Santos, de nove anos de idade. Na manhã de hoje, 25, em coletiva de imprensa, a polícia afirmou que a criança foi violentada pelo suspeito Deivid de Almeida Lopes, 38 anos, na presença do adolescente de 14 anos de idade, no dia 25 de junho. Após, teria obrigado quatro adolescentes a estuprarem o menino, já desfalecido e esquartejou o corpo por duas vezes.

De acordo com o delegado, Paulo Sérgio Lauretto, da Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca), em depoimento, o menino de 14 anos afirmou que teria visto Kauan entrando na casa do professor. “Fomos até a casa dele e lá encontramos filmes pornográficos, tanto no celular, quanto no computador, foi aí que pedidos a prisão preventiva”, conta Lauretto.

Após saber que o principal suspeito do crime estava preso, o adolescente de 14 anos começou a colaborar com as investigações. “Ele disse que era de costume eles irem na casa do professor, aonde mantinham relação com ele em troca de dinheiro. Mas ele falou também que o Kauan tinha medo porque ele o machucava durante os atos sexuais”, explica o delegado.

No dia do crime, iria acontecer uma festa no bairro. “Os meninos de 16 e 14 disseram que como de hábito foram lá para pegar dinheiro com o professor, lá o suspeito teria pedido para eles trazerem o outro adolescente de 15 anos. Quando voltaram, os três afirmaram que o professor já teria estuprado o Kauan”, conta a delegada Aline Sinnot.

O adolescente de 14 anos, primeiro detido, afirmou que foi até o local com o menino. Lá, houve o ato sexual e como Kauan gritava muito, o professor pediu para que o adolescente tampasse a boca dele com um pano e segurasse as mãos do menino. Após um tempo, a criança desfaleceu.

De acordo com a delegada, foi aí que os outros três adolescentes de 14, 15 e 16 anos chegaram. Ameaçados com um revólver, eles foram obrigados a permanecer na residência. Lá, os quatro menores também foram forçados a manter relação sexual com o menino desfalecido.

“Depois desses atos, ele colocou menino no chão e começou a esquartejar. Colocou o corpo num saco preto grande no porta-malas e determinou que todos entrassem no carro”, conta Aline. “Ele parou em frente ao a uma escola na região do Aero Rancho, desceu e colocou o saco em cima de uma pedra. A visão dos meninos, que ficaram dentro do carro assustados, era de que o professor teria jogado o saco no córrego”, afirma a delegada.

”Ele voltou para o carro e deixou cada adolescente em sua casa, ameaçando o tempo todo que se contassem para alguém iriam morrer. Provavelmente ele voltou, pegou o saco e levou para casa, aonde esquartejou ainda mais o corpo do menino em uma casa anexa de três peças no mesmo terreno”, revela Aline.

Como teria passado cerca de 40 dias, o depoimento dos menores era confuso, mas de acordo com a polícia as versões batem com o sangue encontrado na casa do professor e na residência anexa.  “Encontramos vestígios de sangue que respingou na parede, que confirma a hipótese do segundo esquartejamento”, fala a delegada.

De acordo com o diretor do Instituto de criminalística, Marcelo Pereira de Oliveira, havia sobre a cama e ao redor do chão rastros de sangue, detectados com o uso de um produto chamado Luminol, já que o local foi alvo de uma limpeza pesada. No banheiro da casa, a polícia também localizou uma grande quantidade de produtos de limpeza. 

Após a reprodução simulada, feita na semana passada, a perícia também tenta saber se a versão contada pelos menores é verdadeira. “Fazemos uma leitura da versão para ver se é possível ou se estão inventando”, afirma Marcelo.

A dificuldade, segundo a polícia, é a falta de material genético do menino. “O que estão em analise a quantidade é muito pequena e para afirmar que aquilo é do Kauan, temos que ter 100% de certeza. O local foi limpo e interfere no DNA. 

Temos a afirmação que o sangue encontrado lá e de duas pessoas do sexo masculino”, confirma a perita Josimirtes Prado da Silva.

“Não conseguimos uma escova de dentes desse menino, para ter um comparativo, para confirmar que o sangue é dele, procuramos objeto de uso pessoal do Kauan e não existe”, lamenta a delegada Aline.

O delegado afirma que se totalizam dez vítimas do professor. Ele será indiciado por estupro de vulnerável por três vezes, exploração sexual infantil por cinco vezes, estupro seguido de morte, ocultação de cadáver, corrupção de menores e por posse de material pornográfico. A polícia pediu prorrogação do inquérito, de mais de 570 páginas que se encerra hoje, já que ainda aguarda outros laudos da perícia.

O suspeito nega toda a participação no crime e não dá mais declarações. Ele está preso no Instituto Penal. Os dois adolescentes de 14 anos também estão detidos.

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