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26 de maio de 2018 • Ano 7
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Três Lagoas

Quatro mortes por crimes passionais em menos de um mês

Nesta sexta-feira um mototaxista matou a ex com três tiros na frente dos filhos

10 Fev2018Da redação12h55

Dois casais morreram vítimas de crimes passionais em menos de um mês, em Três Lagoas. Os casos chocaram a região pela brutalidade e frieza contra as mulheres, que foram assassinadas a tiros. Os motivos seriam na maioria ciúmes e o não aceitamento do fim dos relacionamentos.

De acordo com o JP News, na tarde desta sexta-feira (9), Larissa Souto Pereira de Freitas, de 42 anos, foi morta com três tiros no portão do condomínio, onde morava com os filhos, no bairro Jardim Alvorada pelo ex-marido. O crime ocorreu por volta das 16h, e foi presenciado pelo filho do casal, de 22 anos e vizinhos.

Ela e o ex-marido Marcos Sérgio da Silva Castro, de 48 anos, teriam iniciado uma discussão no local. O filho chegou e tentou interromper a briga. Porém, o pai sacou a arma e efetuou três disparos contra a ex. Larissa chegou a ser levada com vida por uma equipe Corpo de Bombeiro para o Hospital Auxiliadora, mas veio a falecer.

Marcos trabalhava como mototaxista na cidade e logo após o crime, na mesma rua, disparou contra o peito. Ele morreu na hora. Segundo testemunhas, o casal estava separado há 10 meses e o homem não aceitava o fim do relacionamento.

A Polícia Civil informou que há dois meses Larissa teria conseguido na Justiça uma medida protetiva contra o ex-marido, que já a teria ameaçado. O casal deixou dois filhos.

Em 14 de janeiro deste ano, outro crime foi registrado no bairro Santa Júlia. A agricultora Halley Coimbra, de 39 anos, também foi morta com três tiros, dentro da própria residência, e na frente das três filhas de 15, 5 e 3 anos de idade. Ela morreu no local. Quem efetuou os disparos foi o ex-marido e ex-gerente de uma fábrica de celulose, em Três Lagoas, Renato Otoni Bastos, de 62 anos.

O casal estava separado há três meses e o ex-gerente não aceitava o término do casamento, de acordo com familiares. Na tarde de domingo, ele foi até a casa da vítima e efetuou os disparos que atingiram as costas e o rosto dela. Depois, seguiu para uma área rural, próxima ao município de Castilho (SP) e se matou com um tiro dentro carro.

O corpo só foi encontrado dois dias depois por moradores que passaram pelo local e acionaram a polícia. Os dois casos foram encaminhados para a Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (Deam). Levantamento feito pelo JPNEWS aponta que a cada dia duas mulheres, em média, sofrem algum tipo de violência doméstica ou familiar, em Três Lagoas.

O número é alarmante e representa 930 boletins de ocorrência registrados pela Polícia Militar e encaminhados para a Delegacia Especializada da Mulher (DAM), em 2017. São 77 vítimas de agressões físicas e verbais, por mês, sendo a quantidade três vezes maior se comparada com 2016. No ano passado, cinco casos de feminicídio foram registrados.

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