Campo Grande • 04 de dezembro de 2016 • Ano 5
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Valdelice Bonifácio | terça, 20 de setembro de 2016 - 19h30Com 96 imóveis, Scaff tem riqueza suspeita, diz MPEAcervo do procurador é incompatível com a renda auferida por servidor público

André Scaff, procurador da Câmara, ao deixar Delegacia da Polícia Civil em 19 de maio, quando foi preso por porte de munição de arma
André Scaff, procurador da Câmara, ao deixar Delegacia da Polícia Civil em 19 de maio, quando foi preso por porte de munição de arma (Foto: Marco Miatelo)

Preso na segunda fase da Operação Midas, o procurador jurídico da Câmara Municipal e ex-secretário de Finanças da prefeitura de Campo Grande André Scaff acumulou riqueza que chamou atenção do Ministério Público Estadual (MPE). Conforme o processo, Scaff teria em seu nome cerca de 96 propriedades, de bens imóveis, acervo considerado incompatível com a renda de servidor público.

“O que indicaria que o acréscimo patrimonial seria proveniente de corrupção e improbidade administrativa”, diz o Poder Judiciário em divulgação do despacho do  juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que mandou prender preventivamente Scaff e a esposa dele Karina.

Conforme o magistrado, os dois são acusados, em tese, pelas práticas de lavagem de dinheiro, crimes contra a administração pública, crimes contra a ordem tributária, dentre outros. O casal foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta terça-feira, dia 20 de setembro, e está no sistema penal de Campo Grande. A prisão preventiva não tem data para terminar.

A Operação Midas também intimou 22 pessoas para prestarem depoimento aos promotores sobre as investigações. Nesta tarde, empresários e políticos intimados compareceram ao Gaeco. Todos negaram relação com crimes investigados. No geral, advogados afirmam que os depoentes estão esclarecendo dúvidas dos promotores sobre André Scaff e sua movimentação financeira como compra e venda de bens.

A decisão proferida pelo juiz na segunda-feira (19) também determinou busca e apreensão em quatro lugares, sendo três em Campo Grande e uma em propriedade rural de Nioaque.

Os pedidos de prisão preventiva e de busca e apreensão foram solicitados pelo Ministério Público Estadual, por meio do Gaeco. O órgão, inclusive, queria a condução coercitiva de 23 pessoas, pedido indeferido pelo magistrado, pela falta de amparo constitucional e legal.

Garcete ressaltou que só caberia condução coercitiva nas hipóteses em que as testemunhas, quando regularmente intimadas, deixassem de comparecer sem justificativa. Neste caso, o magistrado ordenaria o comparecimento em juízo, de forma impositiva.

O processo tramita em segredo de Justiça e as investigações ainda estão em curso.

Midas e munições – Em 19 de maio, o procurador foi alvo da primeira fase da Operação Midas, do Gaeco. Na ocasião, ele acabou preso em flagrante porque os investigadores encontraram munições de arma de fogo durante diligências na casa dele. Na época, o Gaeco não esclareceu o motivo da busca e apreensão na residência do procurador. Mas, o próprio Scaff revelou que estava sendo investigado por questões referentes a contratos de imóveis.

Para ser liberado após o flagrante de porte de munições de arma, Scaff pagou fiança de três salários mínimos e estava respondendo pelo crime em liberdade. O procurador sempre negou ser o dono das munições encontradas em sua residência. Ele afirmava não saber a origem delas.

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