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30 de março de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Caso Miguel

Depoimento de pai que matou filho é adiado

Uma semana antes de afogar o filho em uma bacia, pai teria empurrado criança da cama

17 Fev2020Ana Lívia Tavares15h40
(Foto: Marco Miatelo)
  • Pai que matou filho afogado em bacia será ouvido mês que vem
  • (Foto: Marco Miatelo)
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Evaldo Christyan Dias Zenteno, de 21 anos, seria ouvido na tarde desta segunda-feira (17), durante a 2° audiência sobre a morte do filho Miguel Henrique dos Reis Zenteno, no Fórum de Campo Grande. O menino de dois anos e onze meses foi afogado em uma bacia pelo próprio pai que confessou o crime. Porém, seu depoimento foi adiado após o MPE (Ministério Público Estadual) solicitar que a mãe da criança seja ouvida novamente sobre a denúncia de tentativa de homicídio que foi incluída ao processo.

Nesta audiência foram ouvidas duas testemunhas, uma de acusação e outra de defesa. O primeiro a prestar depoimento foi um policial civil que, na época, atendeu a ocorrência. Ele disse que desde o início, Evaldo apresentou um comportamento suspeito e inúmeras contradições sobre o fato. “Ele assumiu o crime assim que entramos na casa dele porque nenhum questionamento que fazíamos batia com a história que contou”, afirmou o investigador.

A bacia foi encontrada pela polícia em um cômodo da casa e já estava vazia. Maa, segundo a testemunha, o banheiro ainda estava molhado, assim como a toalha usada para secar o corpo de Miguel, depois do assassinato.

A outra testemunha ouvida nesta tarde é amiga do acusado e foi intimada pela Defensoria Pública para falar sobre a denúncia de tentativa de homicídio aditivada ao processo pelo MPE.

Na 1ª audiência sobre o caso, realizada no dia 9 de dezembro do ano passado, a avó materna do menino, foi ouvida após uma solicitação feita pelo assistente de acusação e aceita pelo juiz durante a audiência. Segundo a testemunha, uma semana antes de afogar o filho, Evaldo teria tentado matar Miguel, empurrando a criança da cama.

O episódio aconteceu em Aquidauana (MS), Miguel estava com o pai quando sofreu um tombo, ao cair da cama e chegou a ficar desacordado. Ele foi levado ao Hospital Regional do município. Porém, segundo a avó, quando a criança foi questionada sobre o que havia acontecido teria dito “papai empurrou”.

Com base no laudo médico do paciente e no depoimento da avó, o MPE incluiu formalmente a denúncia por tentativa de homicídio ao processo por homicídio triplamente qualificado, na segunda-feira, 4 de fevereiro.

A amiga de Evaldo, contou nesta 2ª audiência que estava com ele na casa da avó paterna do menino, no dia 12 de setembro de 2019, junto com o filho de seis anos. Segundo ela, o pai havia acabado de dar banho em Miguel e o deixou na cama pulando com o amiguinho enquanto foi a outro cômodo pegar as roupas do filho. “Eu estava na cozinha fazendo o almoço quando, de repente, ouvi um barulho de algo batendo no chão, então meu filho veio correndo até mim e disse que o Miguel havia caído”, contou a jovem que é de Aquidauana.

Miguel Henrique foi morto uma semana depois, no dia 19 de fevereiro na casa do pai, em Campo Grande. Segundo o acusado confessou, ele matou o filho para se vingar da ex-companheira, após o fim do relacionamento. Evaldo aguarda o julgamento preso desde o dia do crime. 

A próxima audiência foi marcada para março. 

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