Campo Grande •29 de Abril de 2017  • Ano 5
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Mariel Coelho, em colaboração ao Diário Digital | Quarta, 12 de Abril de 2017 - 18h00Adolescente se contradiz em depoimento à JustiçaDepoimento de garoto contradisse informações prestadas pelo pai dele

  
Christian Queiroz é proprietário da boate em que Adriano esteve naquela noite. (Foto: Marco Miatelo)
  • Christian Queiroz é proprietário da boate em que Adriano esteve naquela noite.
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

O adolescente que estava no carro com o empresário Adriano Correia morto a tiros pelo policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon prestou depoimento nesta quinta-feira, 12 de abril, na 1º Vara do Júri​, durante audiência sobre o caso no Fórum de Campo Grande. O depoimento dele foi confuso em alguns momentos e teve contradições em relação ao depoimento do pai Agnaldo Espinosa da Silva.

O jovem contou que chegaram à uma boate por volta das 23h30, e que a noite foi normal. Ele confirmou que consumiram bebidas alcoólicas, mas que não chegaram a ficar bêbados. Foram embora cerca de 5h da manhã. Ele estaria quase dormindo quando tudo aconteceu.

“Eu lembro que eu estava quase dormindo quando, o PRF desceu do carro e começou a discutir com o meu pai, ficamos um tempo ali. E como o policial não mostrou a identificação, o Adriano chamou meu pai para dentro do carro novamente. Neste momento o Adriano ligou o carro, e começou a acelerar, ai o policial pegou a arma e pedia para ele descer do carro, como a Adriano não desceu e acelerou o veiculo o policial efetuou os disparos”, disse o adolescente.

O garoto contou ainda que no momento em que os tiros começaram o primeiro a ser acertado foi Adriano, por isso a caminhonete teria perdido o controle e batido no poste. Depois que ele viu que também foi acertado, desmaiou e não viu mais nada.

Questionado a respeito dos flambadores de sushi, cujo aparecimento na caminhonete após a perícia é apurado pela Justiça, o menor disse que não viu os objetos no carro. Seu depoimento teve algumas contradições, pois ele conta que ambos não teriam bebido antes de irem para a boate e que havia chegado ao local por volta das 23h30min, o que contradiz o relato feito por Agnaldo em depoimento.

Já Christian Queiroz que é proprietário da boate em que Adriano esteve no dia do crime, conta que eles chegaram ao local às 2h30min da madrugada, e que Adriano como é seu amigo de vários anos tem certa liberdade para entrar no local. “Eu era amigo do Adriano há muitos anos, então ele entrava na minha boate a hora que ele quisesse. Naquele dia, ele já chegou meio alterado, pediu uma garrafa de vodka que ele já tinha na casa. Eu mesmo o vi só no momento em que ele chegou à boate”, disse Christian.

Questionado sobre a discriminação da conta de Adriano, ele explicou que eles tinham uma espécie de permuta. O que Adriano bebia na boate, era ressarcido, em conta no restaurante da vítima.

Christian contou também que como eles eram próximos, não questionou o respeito da entrada do adolescente, mas que afirma que menores de idade não entram em sua boate, e como os convidados da vítima nunca deram espécie alguma de problemas, não viu empecilhos para a entrada do menor.

O Policial Rodoviário Federal (PRF) Ricardo Hyun Su Moon, será ouvida na quarta-feira (19) às 16h15. O depoimento dele era esperado para esta quinta-feira, mas foi adiado porque a Justiça preferiu que ele não estivesse na audiência em que foi ouvido o adolescente.

Veja Também
Vídeos
Últimas Notícias  
Diário Digital no Facebook
Rec banner - cirurgia.net
DothShop
DothNews
© Copyright 2014 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
© Copyright 2017 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
 Plataforma Desenvolvimento