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Valdelice Bonifácio | Terça, 29 de Agosto de 2017 - 17h04Cúpula do Detran está presa por suspeita de corrupçãoFraude em licitação, peculado e lavagem de dinheiro estão entre os crimes investigados

Gaeco durante cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão na sede do Detran-MS nesta terça-feira
Gaeco durante cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão na sede do Detran-MS nesta terça-feira (Foto: Luciano Muta)

Além do ex-deputado estadual Ary Rigo, a Operação Antivírus deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira, 29 de agosto, prendeu ainda a cúpula do Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), servidores públicos e empresários.

O diretor-presidente do Detran Gerson Claro Dino, o diretor-adjunto Donizete Aparecido da Silva, o chefe de departamento Erico Mendonça, o Diretor de Administração e Finanças  Celso Braz de Oliveira Santos e o Diretor de Tecnologia Gerson Tomi estão entre os 12 presos na operação.

Segundo as investigações, os presos faziam parte de organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações começaram em 2015 e tem como objeto contratos celebrados entre empresas da área de tecnologia da informação/informática e o Poder Público Estadual.

Conforme balanço divulgado pelo Gaeco, a Operação Antivírus deu cumprimento a nove mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária e 29 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, da comarca de Campo Grande.

Foram presos temporariamente:

Ary Rigo - suspeito da prática dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção face a sua ligação com a empresa DIGITHOBRASIL (nome fantasia DIGIX), a qual, ao longo dos últimos anos, celebrou contratos de informática com o Poder Público Estadual, que lhe renderam considerável recebimento de dinheiro público.

Jonas Schimidt das Neves, sócio da empresa DIGITHOBRASIL e seu secretário Claudinei Mastins Rômulo.

Foram presos preventivamente:

José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos, sócios e ex-sócio da empresa Pirâmide Informática;

Luiz Alberto de Oliveira Azevedo, servidor público estadual lotado na Secretaria de Governo do Estado de Mato Grosso do Sul;

Gerson Claro Dino, Donizete Aparecido da Silva, Erico Mendonça, Celso Braz de Oliveira Santos e Gerson Tomi, todos integrantes do DETRAN de Mato Grosso do Sul, ocupando os cargos de Diretor-Presidente, Diretor-Adjunto, Chefe de Departamento, Diretor de Administração e Finanças e Diretor de Tecnologia, respectivamente.

Foram alvo de busca e apreensão:

Os gabinetes dos diretores do DETRAN presos nesta data;

A residência e o gabinete de trabalho de Luiz Alberto de Azevedo, lotado na Secretaria de Governo de Mato Grosso do Sul;

A residência e o gabinete de Parajara Moraes Alves Júnior, lotado no Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul,

As empresas DIGITHOBRASIL, A3A (nome fantasia Digitec) e M3M (nome fantasia Digitho), todas localizadas no mesmo endereço em Campo Grande;

A residência de Suely Aparecida Carrilhões de Almoas Ferreira, sócia da DIGITHO;

A residência de Claudinei Martins Rômulo;

A residência, propriedade rural e escritório de Jonas Schimidt das Neves;

A residência e no escritório de Ary Rigo;

A empresa M2 Comunicações LTDA. (nome fantasia PRODUTORA CASABRASIL);

Pirâmide Central Informática e Pirâmide de Contabilidade

A residência de José do Patrocínio Filho,

A residência de Anderson da Silva Campos;

A residência de Fernando Roger Daga;

A residência e a empresa North Consult, ambas de propriedade de José Sérgio de Paiva Júnior;

A residência de Gerson Claro Dino;

A residência de Celso Braz de Oliveira Santos;

A residência de Gerson Tomi;

Na empresa Master Case Digital Business LTDA.

Todos os mandados foram cumpridos e foram apreendidos cerca de 95 mil reais em posse de um dos alvos, além de milhares de documentos, computadores, notebooks, tabletes, e celulares de todos os alvos.

A Operação teve a participação de todos os Promotores de Justiça e policiais do GAECO, que contaram com o apoio também dos Promotores de Justiça da Capital e do interior do Estado, servidores do GAECO e da área de Tecnologia da Informação e Inteligência do Ministério Público Estadual.

As investigações continuarão em andamento, agora com foco na análise de todo o material apreendido e oitiva de todos os envolvidos.

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