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18 de julho de 2018 • Ano 7
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Em Campo Grande

Contador é preso suspeito por fraude na Previdência

Crime consistia em criar falsos vínculos empregatícios através de lançamentos fraudulentos no sistema da Previdência Social

27 Jul2017Da redação09h59

Um homem de 62 anos foi preso na última terça-feira, 25, acusado por fraude na previdência social. Ele foi preso durante operação da Força Tarefa Previdenciária, desencadeada pela Polícia Federal. A fraude era no benefício auxílio-reclusão, que é concedido a parentes de presos pela Previdência Social.

De acordo com as informações do chefe do serviço de benefícios do INSS de Campo Grande, Raimundo Pereira Ruiz, o crime consistia em criar falsos vínculos empregatícios através de lançamentos fraudulentos no sistema da Previdência Social, além de falsas anotações em Carteiras de Trabalho e em Livros de Registros de Empregados, para que dependentes de presos conseguissem receber auxílio-reclusão. 

"Para o recebimento desse tipo de benefício é necessário que o preso tenha a condição de segurado junto ao INSS na data da prisão, o que não ocorria em nenhum dos casos investigados", afirma Ruiz. Com a criação dos falsos vínculos, a intenção era permitir que esses presos conseguissem o auxílio reclusão a que legalmente não teriam direito. 

A Operação Extemporâneos é executada pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia de Combate aos Crimes Previdenciários (Deleprev), em conjunto com a Coordenação de Inteligência Previdenciária do Ministério da Fazenda (Coinp). 

Além do mandado de prisão preventiva, foi cumprido um mandado de busca e apreensão. O homem foi preso dentro de seu carro quando já empreendia fuga para o Paraguai. No interior do veículo, foram apreendidos diversos documentos que corroboram as provas colhidas na investigação. O homem preso, natural de Porto Murtinho e residente em Campo Grande, encontra-se custodiado na SR/PF/MS à disposição da Justiça Federal.

Conforme o apurado até o momento, não havia participação das empresas em nome das quais eram registrados os falsos vínculos. Os prejuízos aos cofres públicos causados pela ação delituosa, até agora calculados, somam R$ 292 mil, que foram repassados indevidamente a título de auxílio-reclusão. 

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