Campo Grande •13 de Dezembro de 2017  • Ano 6
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Da redação | Quinta, 13 de Julho de 2017 - 09h09Confusão por causa de chinelos motivou assassinato do cabo Aguilar; três foram indiciadosTerceiro envolvido no crime, Emerson Castedo, 25 anos, ainda não teve a prisão decretada

Acusados de envolvimento na morte de policial, Emerson – que ainda não foi preso -, Bruno e Flávio
Acusados de envolvimento na morte de policial, Emerson – que ainda não foi preso -, Bruno e Flávio (Foto: Divulgação)

Já estão no Estabelecimento Penal de Corumbá, dois dos três acusados do assassinato do cabo da reserva da Polícia Militar, Luiz Vargas Aguilar, de 55 anos, ocorrido no último sábado (08), próximo a uma conveniência na rua João B. Couto, no bairro Guató, parte alta da cidade. O terceiro envolvido no crime, Emerson Castedo, 25 anos, ainda não teve a prisão decretada.

Os dois presos são Bruno da Silva Santos, de 26 anos, que já tinha mandado de prisão expedido por outra situação, e Flávio Elias Magalhães da Silva, de 19 anos, que na segunda-feira (10) foi até a Delegacia de Polícia Civil, assumiu a autoria do crime e disse que agiu sozinho. Na ocasião, ele foi interrogado pelo delegado titular do 1º Distrito Policial, Pablo Gabriel Farias, e liberado porque não havia flagrante.  

Na manhã desta quarta-feira (12), Flávio foi preso em um ônibus tentando deixar a cidade, próximo ao Lampião Aceso, na BR-262. A prisão dele tinha sido pedida pelo delegado na segunda-feira mesmo, sendo expedida posteriormente pela Justiça. Após ser levado para a Delegacia de Polícia Civil, Flávio Elias desmentiu a primeira versão e explicou que tinha assumido a autoria do crime porque os outros envolvidos teriam filhos.

Segundo apurou a Polícia Civil, a confusão teria iniciado após rixa dos acusados com moradores do bairro. Flávio teria ido a um local comprar pipas em companhia de um primo menor de idade, quando outros jovens teriam corrido ao vê-lo, deixando para trás pares de chinelos. Ele teria destruído os calçados e a mãe de um dos jovens solicitou apoio do policial militar para resolver a situação. 

"Quando o cabo Aguilar chegou à conveniência encontrou um rapaz, que seria amigo do trio e que a princípio não teve participação no crime. Nesse momento, Flávio estava dentro da conveniência e Bruno, que estaria fora, entrou rapidamente no bar, saiu, agarrou o policial e atirou com um revólver calibre 22. Em seguida, Emerson surgiu e deu o segundo tiro, com uma espingarda calibre 28, o que causou a morte do policial. O tiro entrou na axila, quase à queima-roupa, da esquerda para a direita, de cima para baixo, o que provavelmente indica que o policial estava inclinado", explicou o delegado Pablo Farias.

Não há confirmação de que o primeiro tiro tenha acertado o cabo Aguilar. A espingarda foi apreendida, enquanto o revólver deve ser apresentado pelo pai de Bruno. O laudo que deve indicar se houve o disparo da arma calibre 22 deve ficar pronto dentro de dez dias.

Bruno e Emerson foram indiciados por homicídio e Flávio por participação no crime. A Polícia Civil já pediu a prisão de Emerson, autor do tiro que causou a morte do policial, mas segundo o delegado, ele pode se apresentar. 

Comoção

A morte do cabo da reserva Luiz Vargas Aguilar, causou comoção na cidade. Ele foi sepultado com honras militares na segunda-feira (10). Policiais civis,  militares, bombeiros e agentes da Guarda Municipal participaram do velório, do cortejo até o cemitério Santa Cruz e do sepultamento.

Cabo Aguilar foi para a reserva, mas retornou ao serviço militar, atuando por último na guarda externa da Unei (Unidade Educacional de Internação).

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