Campo Grande •24 de Setembro de 2017  • Ano 6
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ALMS - Gestão para Pessoas

Elaine Silva - Especial para Diário Digital | Quinta, 14 de Setembro de 2017 - 09h38Qualquer hora é perigoso, diz comercianteProprietários de estabelecimentos comerciais sobrevivem em meio a usuários

  
Espaço está servindo como morada para usuário de droga (Foto: Luciano Muta)
  • Espaço está servindo como morada para usuário de droga
  • Vítima perdeu todos os seus pertences pessoais (FOTO: Luciano Muta)
  • Local serve como moradia para várias pessoas (Foto: Luciano Muta)
  • De quatro vagão apenas dois tem comércios (FOTO: Luciano Muta)
  • Pessoas tem medo de passar pelo local (FOTO: Luciano Muta)

“As pessoas tem medo de andar por aqui e ser assaltadas. Estamos sobrevivendo, todo momento é perigoso”, afirma o comerciante J.G, de 46 anos, que tem uma lanchonete em um dos espaços disponibilzados pela Prefeitura da Orla Ferroviário, localizado entre as avenidas Afonso Pena e Calógeras. O desabafo aconteceu depois que um incêndio durante essa madrugada (14), destrui um vagão destinado a recer recptivo turístico e que, abandonado, acabopu se transformando em  “casa” pela moradora de rua Rosangela Rodrigues de Souza. A vítima perdeu todos os seus objetos pessoais. Os autores do crime ainda não foram identificados.

Ao Corpo de Bombeiros a vítima relatou que estava dormindo quando foi acordada, por dois homens que a amarraram e colocaram fogo no local. O motivo do suposto crime não foi informado e nem como a vítima saiu do local. Rosangela sofreu pequenas queimaduras e negou atendimento médico.

O local que era para servir como um corredor gastronômico até a Feira Central, porém, a ideia não foi adiante e o local foi transformado em moradia de usuários. Esse é um dos motivos fazem com que os turistas e até mesmo a própria população de um modo geral tenha medo de andar pelo local.

“Todo ano tem uma promessa, mas nunca uma solução”, afirma o comerciante. O proprietário já foi assaltado cerca de 4 vezes e sempre que tem cliente os  usuários chegam para pedir dinheiro, comida ou água. “É horrível às pessoas tem medo de passar aqui, pois podem ser assaltadas. Se a pessoa vem comer tem conviver com os usuários, dentre eles estudantes fumando maconha de dois lados. Por causa disso não sabemos o que vamos fazer estamos sobrevivendo aqui", relata o empresário.  

Em busca de segurança os comerciantes chamam pela polícia, mas, nem sempre são atendidos. “Toda vez que chamamos eles demoram ou falam que estão atendendo outra ocorrência ou que estão sem viaturas", afirma o proprietário.

Destruição -  Além dos vagões que estão sendo destruídos, uma escultura de capivara do artista Cleir, localizada no Sesc Morada dos Baís, foi alvo da ação de vândalos na semana passada e hoje (13) depois de passar por uma restauração está novamente no local. “Precisamos de um posto policial aqui, por que assim teremos pelo menos um pouco de segurança ”, pede o empresário.

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