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24 de setembro de 2018 • Ano 7
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Contrabando cigarros

PF prende dois em Naviraí e Iguatemi

Operação nacional mira no combate ao contrabando de cigarros

17 Abr2018Da redação08h49

A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira ( 17) 35 mandados de prisão preventiva, 2  mandados de prisão temporária,  45 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de seqüestro e bloqueio de bens, em decorrência de investigações iniciadas em agosto de 2017 pela Delegacia de Polícia Federal em Sorocaba/SP.

O inquérito policial visou desarticular 2 organizações criminosas com ramificações em 4 estados da federação, especializada em contrabando de cigarros do Paraguai. Algumas pessoas detidas hoje já haviam sido investigadas na Operação MANDRIN deflagrada por esta delegacia em 2007, em virtude da prática do mesmo tipo de crime.

Os cumprimentos dos mandados estão sendo realizados em Sorocaba/SP, Jundiaí/SP, Piracicaba/SP, Várzea Paulista/SP, Cesário Lange/SP, São Paulo/SP, Linhares/ES, Umuarama/PR, Naviraí/MS e Iguatemi/MS, por aproximadamente 200 policiais federais, além de  servidores da Receita Federal e da Polícia Militar do estado de São Paulo, cujos efetivos apoiaram a investigação desde o princípio.

No decorrer deste trabalho, foram elaborados 17 autos de prisão em flagrante com o apoio da Polícia Rodoviária Estadual, com: a prisão de 25 indivíduos, apreensão de 25 veículos e 4.276 caixas de cigarro - mais de 4 milhões maços de cigarro.  Levando-se em conta os preços considerados pela Receita Federal para fins tributários, tem-se que o prejuízo para as organizações se aproxime de R$ 14 milhões.

Em tributos sonegados, unicamente em razão das atividades delituosas objeto das prisões em flagrante citadas, igualmente chega-se ao valor aproximado de R$ 14 milhões em detrimento dos cofres públicos. Estima-se que as duas ORCRIMs movimentavam 7200 caixas de cigarros mensalmente, no importe de R$ 5.7 milhões, com lucro real de R$ 2.5 milhões.

Um policial militar foi preso preventivamente e encaminhado ao presídio Romão Gomes na capital. A Polícia Militar, que vinha acompanhando os trabalhos, participou da detenção do policial. O nome da Operação ( “HOMÔNIMO”), decorre do fato de que, coincidentemente, os chefes das duas organizações criminosas investigadas são conhecidos por “ROBERTO”, embora não sejam seus nomes reais

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