Campo Grande •19 de Agosto de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Full Banner FM Cidade

Mariel Coelho, especial para o Diário Digital | Quarta, 19 de Julho de 2017 - 19h00Caseiro assassino diz que era humilhado por SilveiraMentor do duplo homicídio e outros quatro estão presos; crime foi premeditado

  
Rivelino Mangelo começou se passando por vítima, mas acabou confessando o crime e diz que agiu por vingança (Foto: Marco Miatelo)
  • Rivelino Mangelo começou se passando por vítima, mas acabou confessando o crime e diz que agiu por vingança
  • Polícia Civil detalhou o crime durante entrevista coletiva (Foto: Marco Miatelo)
  • Silveria e esposa serão sepultados nesta quinta-feira, em Campo Grande (Foto: Reprodução/Facebook)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

O assassinato do ex-vereador Cristóvão Silveira (PSDB) e sua esposa Fátima Silveira teria sido motivado por humilhações que o caseiro Rivelino Mangelo, de 45 anos, vinha sofrendo.  Pelo menos foi o que afirmou o próprio autor do crime durante entrevista coletiva na sede do Grupo Especializado de Repreensão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) na tarde desta quarta-feira, 19 de julho. “Ele me humilhava na frente da minha família”, alegou.

Além do caseiro, outras quatro pessoas estão presas por envolvimento no caso, são elas Rogério Nunes Mangelo, de 19 anos, filho de Rivelino; Diogo André dos Santos de 19, sobrinho dele;  Alberto Nunes Mangelo, 20 anos, também filho de Rivelino; e um quarto participante cuja identidade não foi revelada pela polícia. 

Cada um deles confessou sua participação no caso. Rivelino relatou que sua relação com o patrão ficou difícil desde que ele descobriu que Silveira teria uma amante. A partir daí, o caseiro afirma que passou a sofrer ameaças constantes para não revelar nada à esposa do ex-vereador. “Ele já descia armado da caminhonete. Eu não podia sair da chácara, pois dizia que ia me matar”, argumentou Rivelino.

Embora o caseiro e seus comparsas tenham roubado a caminhonete L-200 do ex-vereador e outros objetos da residência do casal, Rivelino assegurou o dinheiro não foi a motivação principal do crime, mas sim o desejo de vingar-se do patrão.

O crime brutal contra o ex-vereador e esposa dele foi praticado na tarde de terça-feira, 18, na chácara Ben-Te-Vi, localizada na saída para Rochedo, de propriedade do casal. A polícia foi acionada às 18h30 para atender um caso de cárcere privado e sequestro. Os dois foram mortos por esfaqueamento. A mulher foi encontrada seminua e com as partes íntimas queimadas, indicando possível violência sexual. 

Falsa vítima - Na ocasião, o Garras foi encaminhado para a Santa Casa onde Rivelino estava, já que se feriu após o crime. Porém, até então, ele era tido como uma suposta vítima sobrevivente do crime e que tinha se machucado após escapar dos bandidos.

Rivelino insistia na versão de assalto e sequesto, contudo, policiais encontraram três telefones celulares, sendo que em um dos aparelhos havia uma conversa de áudio na qual o caseiro premeditava o crime há uma semana com outros dois comparsas Rogério Nunes e Diogo André. Em um dos áudios, Rivelino afirma que caso não lhe dessem apoio, que cometeria o crime sozinho.

Rogério e Diogo, após cometerem o crime, fugiram do local com a caminhonete de Silveira até a cidade de Anastácio. Rogério foi preso e assim que soube que o pai já estava preso confessou sua participação do crime. Ele contou ainda que o veículo estaria escondido no lixão da cidade, e se propôs a levar os policiais até a casa de Diogo.

Nem Diogo e nem a caminhonete estavam nos locais onde Rogério informou aos policiais. Questionado novamente, ele disse que Diogo poderia ter fugido para a Bolívia com o veículo. Já Alberto Nunes Mangelo foi encontrado em uma chácara distante 30 km de Aquidauana. Com Alberto os policiais encontraram uma TV que pertencia ao casal assassinado.

Alberto contou aos policiais que o irmão havia passado em sua casa juntamente com seu primo com as roupas sujas de sangue, e que lá ambos colocaram fogo nas vestes que usavam e foram embora.

Armas do crime - De volta à residência do casal, os policiais deram início às buscas pelas armas do crime um facão e uma faca, que foram encontradas em um matagal. A faca e a bainha do facão ainda estavam sujas de sangue.

Todos os presos têm passagens pela polícia. Rivelino aparece no sistema da polícia com registros de lesão corporal e violência doméstica; Rogério por furto e lesão corporal; Alberto por posse de arma e Diogo tem passagens por furto, roubo, tráfico, ameaça e homicídio.

A polícia acredita que o ex-vereador e sua esposa foram atraídos até o galpão da chácara onde Rivelino e o filho entraram em luta corporal com Silveira e acabaram matando-o a golpes de faca e facão. Rivelino também teria atacado a esposa do ex-vereador.

A polícia ainda não sabe ao certo se houve o não abuso sexual. Somente após o resultado dos exames será possível confirmar o estupro. 

Rivelino trabalhava há cerca de quatro meses na chácara de Silveira, juntamente com sua mulher que é cadeirante e sua filha de 13 anos. Em depoimento, a esposa e a filha do autor disseram que na manhã do dia do crime ele estava bastante nervoso e alterado. Rivelino não sossegou até tirá-las da casa.

Seu filho Rogério também disse que era ameaçado pelo ex-vereador, e que só participou da morte de Silveira. Alberto afirma que não tem participação no crime e que só guardou a televisão e que não falava com o pai e irmão já fazia algum tempo.

Diogo que estava foragido foi preso na tarde desta quarta-feira (19) na cidade de Corumbá. Após perseguição acabou sendo ferido pela polícia e encaminhado para o hospital da cidade, o outro rapaz que estava com ele também foi preso.

Os autores são acusados de latrocínio, associação criminosa e possível estupro.

Vereador - Cristóvão Silveira foi vereador de Campo Grande por cinco mandatos (de 1993 a 2012). Silveira foi parlamentar pelo PSDB, partido que chegou a presidir, e é o autor de duas importantes leis municipais. A Lei nº 3.121/95, que trata da obrigatoriedade do uso de cinto de segurança pelos ocupantes dos bancos dianteiros dos veículos automotores que circulam pelo município de Campo Grande; e a Lei da Cantina Saudável (Lei nº 4.992/11). A Câmara Municipal decretou luto oficial pela morte do ex-parlamentar.

Funeral - O velório e sepultamento dos corpos do ex-vereador e de sua esposa serão realizados nesta quinta-feira, 20 de julho, no Cemitério Parque das Primaveras, na Avenida Senador Filinto Müler, nº 2.211, Jardim Parati. O velório começa às 7 horas e o sepultamento está marcado para as 16 horas.

Veja Também
Boliviano é preso com cocaína no Aeroporto Internacional da Capital
Mulher é presa após furtar loja do centro de Naviraí
Depósito de drogas é fechado e polícia prende três
Funcionário de fazenda é preso com arma de fogo e munições ilegais
Polícia Militar recupera moto roubada, apreende arma e dois adolescentes
Sexta, 18 de Agosto de 2017 - 11h20Ladrão furta televisão de creche no bairro Popular Nova Homem furtou uma televisão de 43 polegadas do local
Assassinato de Breno e Leonardo completa 5 anos e Mães da Fronteira cobram mudanças
PMA autua dono de rancho em R$ 5 mil por construir estrada degradando área protegida
'Comida estragada' causa rebelião em delegacia
Sexta, 18 de Agosto de 2017 - 07h33Ao realizar corrida motorista de Uber é roubado Autores levaram somente os objetos pessoais da vítima
Square banner notícias UCI
Vídeos
Últimas Notícias  
Diário Digital no Facebook
DothShop
DothNews
Rec banner - Patio central
© Copyright 2014 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
© Copyright 2017 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
 Plataforma Desenvolvimento