Campo Grande •25 de Fevereiro de 2017  • Ano 5
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Mariel Coelho, em colaboração ao Diário Digital | Sexta, 13 de Janeiro de 2017 - 16h35Só não morri porque Deus não quis, diz cabeleireiro espancadoVítima já deixou o hospital e se recupera em casa; família deseja que caso não fique impune

  
Cabeleireiro antes e depois do ataque na Praça Ramez Tebet, em Três Lagoas (Foto: Rádio Caçula)
  • Cabeleireiro antes e depois do ataque na Praça Ramez Tebet, em Três Lagoas
  • (Foto: Reprodução/Rádio Caçula)

"Eu só não morri porque Deus não quis." Assim o cabeleireiro Caio Henrique Cruz Lopes, de 27 anos, explica como sobreviveu ao espancamento brutal ao qual foi submetido,  após usar o banheiro público da Praça Ramez Tebet, em Três Lagoas, na madrugada do dia 10 de janeiro. Além de agredido violentamente, ele também foi roubado por dois homens que teriam agido por motivação homofóbica.

Caio relembra que estava no local com amigos e que após todos irem embora, foi ate o banheiro, quando um homem lhe pediu o isqueiro emprestado. Ao sair do banheiro, ele pediu que o rapaz entregasse o objeto. Sem explicações, o cabeleireiro começou a ser agredido com socos chutes, além de usarem um retrovisor de sua moto.

De acordo com entrevista que a vítima concedeu ao site de notícias local Rádio Caçula, os agressores também utilizaram um capacete, um pedaço de pau e até mesmo uma pedra durante as agressões. Segundo a vítima, após estar praticamente desmaiado ouviu os agressores dizendo: “Já morreu essa bicha? Não vai mais fazer falta no mundo”.

A família de Caio está muito abalada e acredita que ele tenha sido vitima de homofobia, já que o cabeleireiro ofereceu a moto e a carteira achando que era um assalto. Foi então que os agressores falaram para ele “hoje você se ferrou porque, a gente veio aqui para matar “viado”, a moto vamos levar de brinde”.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto atendimento Comunitário de Três Lagoas, mas no boletim de ocorrência consta apenas que foi roubo. A mãe do Cabeleireiro Gislayne Cruz deseja que o caso não fique impune.

Uma manifestação está sendo organizada por amigos de caio, para mostrar a indignação com o fato. O ato ocorrerá no domingo, dia 15 na Circular da Lagoa Maior ás 15 horas.

(Com informações do site do Rádio Caçula, de Três Lagoas)

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